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17 de junho de 2015

A aventura de Juarez: a volta ao mundo em 80 bares


O jornalista carioca Juarez Becoza começa nesta quarta-feira uma aventura de fazer inveja a qualquer um que goste de boteco. Ele parte para uma viagem de pelo menos seis meses para conhecer bares em 120 cidades e mais de quarenta países. 

A viagem vai dar origem ao livro "A Volta ao Mundo em 80 Bares", com histórias de oito dezenas de estabelecimentos de quatro continentes, se considerarmos as Américas um único bloco. "Sou o Phileas Flogg pós apocalíptico, meio velho, meio bêbado, meio careca, meio barrigudo", descreveu, em referência ao aventureiro imaginado por Julio Verne no clássico da literatura que inspira a empreitada.

Juarez é titular há 15 anos da coluna Pé-sujo, de "O Globo", onde  conta 'causos' e dá dicas de lugares para comer e beber sem maneirismo nem frescura. Lugares em que qualquer um vai de chinelo de dedo e ninguém dá bola.

Como tem medo de avião (ficou traumatizado ao acompanhar os desdobramentos, como repórter, do acidente do Fokker 100 da TAM, em 1996), ele optou por fazer o trajeto apenas de ônibus, trem e navio. Vai começar pelo Uruguai, subir a América do Sul margeando o Pacífico e cruzar o oceano em uma viagem de 30 dias de Seattle a Singapura ('a capital da comida de rua', como descreveu). 

Antes da Europa, onde pretende embarcar de volta o Rio (ou a nado, se for preciso, brinca), ele promete passar por China, Mongólia, Rússia e Norte da África. 

O jornalista vai registrar a viagem em um blog na página de "O Globo", em postagens no Facebook e em reportagens para o caderno Boa Viagem, do jornal carioca.

Para financiar parte da aventura etílico-gastronômica, Becoza abriu um crowdfunding com o objetivo de arrecadar 10 mil dólares. É possível contribuir de 10 dólares (para ganhar uma foto de um dos bares visitados) até 1.500 dólares, que são recompensados com uma crônica exclusiva para quem fizer a doação. A mais legal, na minha opinião, é a opção de 50 doletas que dá direito ao livro, previsto para ser publicado no segundo semestre de 2016. O endereço para ajudar é https://www.trevolta.com/trips/around-the-world-in-80-bars-29830

Boa viagem, Juarez! Que os Deuses dos botecos, das caipirinhas, das cervejas, das frituras e dos salaminhos estejam ao seu lado. 

13 de outubro de 2010

Botecos por mais de mil ângulos

Muito bacana a galeria de imagens do grupo Botecos, do Flickr. O tema, claro, são os templos da brasilidade etílica. Vale pelo conjunto da obra: são 1.036 fotos (clicadas por 303 fotógrafos) de bebuns, bebidas, comidinhas, fachadas, garçons... É um panorama divertido de cultura de boteco por todo o país.

Mostro abaixo três delas, escolhidas aleatoriamente. Os autores são os usuário ::Flávio::, .merchan e lulu@.



11 de outubro de 2010

Escritor ambulante 

A edição deste mês da revista Piauí tem uma reportagem sobre uma figura clássica da Vila Madalena: o andarilho-poeta-escritor Yumbad Baguun Parral. O cara circula pelas mesas do bairro paulistano desde que eu me entendo por botequeiro.

Ele é autor de pelo menos dois livretos que merecem ser lidos, especialmente após beber duas garrafas de cerveja (das grandes) no Bar das Empanadas: o nada eclesiático Santa Puta - A Redentora e o compêndio de diplomacia São Bin Laden - Lampião da Globalização.

Infelizmente, eu (ainda) não os encontrei por aqui. Mas deixo aqui três pérolas que estão no texto para vocês terem uma ideia de seu perfil

"Tem mesa que agente aborda por educação. Sabe que o cabra nunca vai ler um livro na vida, mas é desfeita não oferecer para uns e não para outros"

"A noite é uma escola, uma pós-graduação em psicologia humana"

"Paulo Coelho vende os livros dele no mundo inteiro. Eu, por enquanto, ando apenas pela Vila Madalena e na Lapa. Então é justo eu dizer que, proporcionalmente, já vendi mais do que ele" (ao comparar seus 18 mil exemplares comercializados em 10 anos com os 135 milhões do mago)