21 de maio de 2009

5 amigos, reais e virtuais.

A ausência de uma relação dos meus blogs favoritos ou relacionados é intencional. Prefiro eventualmente trazer minhas leituras preferidas sobre cultura de boteco em posts como este.

O mais bem escrito de todos é o do Juarez Becoza, autor da coluna Pé-sujo do jornal O Globo. Seus textos conseguem registrar o verdadeiro espírito de botecos de todo o Brasil, embora sua especialidade seja mesxsxsxsxsmo o Rio.

Os blogs Gulodice, da jornalista Monica Santos, e Boteclando, do também jornalista Miguel Icassatti, têm o mérito de trazer um olhar diferente do que é publicado na mídia em suas especialidades, comidinhas e bares, respectivamente. Assim como eu aqui, pecam um pouco (só um pouquinho :-) ) por não escreverem mais.

A breve lista de 5 dicas fica completa com o Bar do Celso, de um curitibano apaixonado por botecos, e o Tô com Fome, de quatro jovens paulistanos que não deixam dúvida sobre o que pensam sobre tranqueiras gostosas espalhadas por aí: “Dieta é para fracos” e “Gordão até o fim” são os lemas de dois dos autores.

18 de maio de 2009

O fim do Bar Barão

A notícia do fechamento do Bar Barão, em março, deixou triste os admiradores dos botecos clássicos. Aqueles que atravessam o tempo com sua obstinação em manter a qualidade e o estilo, indepedente da moda e do faturamento.

Pelo menos desde meados dos anos 90, o Bar Barão estava longe de ser um sucesso de público. A localização era ingrata, na Barão de Duprat, no centro, pertinho da 25 de março. Abria de segunda sexta até às 19h e, sábado, até às 15h.

Só que a choperia tinha uma clientela extramente fiel. Que não abria mão de seu levíssimo chope, tirado de uma máquina de com sistema de refrigeração que utilizava água e álcool - em vez das de gelo são as mais comuns na cidade.

É tão bom que ganhou o voto de melhor chope da cidade na edição especial de bares e restaurante da Vejinha do ano passado, dado pelo crítico de bares da publicação, Fabio Wright.

Aberto em 1968, o Bar Barão tem estirpe. Seu idealizador foi o Leopoldo Urban, o mesmo que transformou o Bar Leo no que é hoje e, de quebra, também estabeleceu o ótimo Amigo Leal, embaixo do Minhocão. Chamou-se O Leo até o início dos anos 90. O estilo bávaro da fachada e da decoração permaneceu por 40 anos (abaixo, duas fotos para matar a saudade).

O atendimento afetuoso, longe de ser perfeito, era garantido pelo garçom-gerente-contador de histórias Hélio Souza da Motta. Ele trabalhou ali desde a inauguração e era o homem de confiança do dono um austríaco aposentado que vive em Santa Catarina. Tocava o bar ao lado do sobrinho, Edilon. Sua linha-dura não admitia falta de educação da fregueia e, absurdo dos absurdos, servir chope sem colarinho.

A lista de petiscos sempre foi restrita. As preferências eram para os bolinhos de bacalhau e para o canapê de línguiça blumenau, preparado na hora pelo Hélio. Parece que o imóvel foi comprado por alguém interessado em modernizar aquele trecho da Barão de Duprat.

Não deu para resistir à oferta. O Hélio, que já tem quase 70 anos, deu entrevista no Estadão dizendo que procura um parceiro para reabrir o Bar Barão. Tomara que consiga. Embora o espaço físico possa ser restaurado, a alma está perdida.

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14 de maio de 2009

Torcida pelo Tulípio

Distribuída em bares e botecos de São Paulo, a revista de bolso Tulípio está entre os indicados da HQ Mix 2009, na categoria Publicação de Cartuns.

Seus autores, Eduardo Rodrigues e Paulo Stocker concorrem com gente de peso, como o Jaguar e o Millôr Fernandes. Os vencedores serão anunciados em 30 de maio.

A edição que representa é a publicação na principal disputa nacional da categoria é a de número 7, que contou com a participação especial de Ziraldo (veja o esplêndido cartum abaixo) e de Luis Fernando Veríssimo.

Clique aqui para curtir a Tulípio #7 na íntegra.

13 de maio de 2009

Piadas de americano

A empresa de venda de cartazes pela Internet BuyEnlarge.com tem uma coleção singular de imagens. O autor das mais bacanas é justamente o presidente da companhia, Wilbur Pierce - pelo menos assim são assim que estão creditadas. Uma de suas sacadas é fazer trocadilhos com frases de personalidades e nomes de filmes. Conheça alguns deles:












11 de maio de 2009

E o estômago?

Estive uma quinta dessas no Z Carniceria, bar moderninho no lado B da Rua Auguta, em São Paulo.

O lugar vive bem movimentado desde a inauguração, em março de 2009. E assim estava quando peguei a comanda com o porteiro, por volta da meia-noite.

A decoração-conceito, digamos assim, com meia-dúzia com ganchos de ferros exibindos salames no alto do bar, as paredes azulejadas de branco e uma cabeça de búfalo servem apenas para lembrar que ali funcionou um dia um açougue - o que também ajudou a definir o nome do bar.

O clima é de baladinha entre amigos, com uma trilha sonora de rocks clássicos e um pouco de jazz caçadas em rádios on-line.

O público que frequenta ali vai um pouco além do que se convencionou chamar de "descolado". Curte tatuagens, piercings, alargadores de orelha e muito preto nas roupas. Bom astral.

As bebidas são pedidas no balcão ou para uma das atrapalhadas garçonetes. Tem coquetéis tão modernos quanto a galera. O que leva o nome da casa, por exemplo, mistura vodca, caldo de carne e pimenta do reino, entre outros ingredientes. Sei lá. Meu segundo drinque foi o tradicionalíssimo chopinho.

O estômago sentiu falta de uma retarguada. Embora a casa anuncie que funcione até às 3 e meia da matina de quinta a sábado, a cozinha fecha à meia-noite, ou próximo disso. Não dá, né?

O endereço é Rua Augusta, 934.

29 de abril de 2009

Efeito do álcool

Eis um vídeo engraçado para dividir com vocês. A autoria é do site mexicano huevocartoon.com, especializado em animações na Internet. Os caras começaram a trabalhar em 2002 e fizeram tanto sucesso no mercado local que tiveram força para produzir dois longas com seus personagens-ovos.

Esta é uma das participações dos poetas Huevos Rododentro, Gabrelle e Ferdinand. Eles se transformam depois que tomam uma, duas, três... Alguém se identifica?

28 de abril de 2009

"Cala a boca, seu b.!"

A história saiu na coluna da Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo de hoje. Rolou no Gero, restaurante chique de São Paulo.

Baixaria da grossa, daqueles que muita gente pensa que acontece em pés-sujos. Só que eu tenho certeza que em qualquer boteco a situação iria se resolver na boa, sem terminar num banho de cachaça;

"Era para ser uma como tantas noites agradáveis em que clientes célebres e outros nem tanto levam suas famílias para jantar no restaurante Gero, do grupo Fasano, no sábado. Até que um casal, formado por um estrangeiro e uma jovem linda e loira, entrou e se sentou numa mesa reservada para quatro pessoas. Alertada pelo garçom, a moça reagiu: "Seu mal educado, seu grosso. Tá pensando o quê?"

Assustado com a reação, o funcionário chamou o mâitre, que gentilmente explicou à cliente que ela poderia se sentar em uma mesa mais ao fundo do restaurante, de dois lugares. O casal foi acomodado numa mesa ao lado da do ministro da Educação, Fernando Haddad, que jantava com os filhos.

Ainda inconformada, de acordo com o testemunho de dois clientes que estavam lá, a moça continuou a falar mal do garçom, num tom de voz que quase todo o restaurante conseguia ouvir. Até que um outro cliente se levantou, bateu nas costas dela e disse: "A senhora poderia falar mais baixo e parar de humilhar o garçom?" E a jovem: "Cala a boca, seu bosta!" O cliente reagiu: "Cala a boca você, sua garota de programa!"

Ela jogou um copo de água nele. Ele jogou um copo de água nela. Ela então jogou um copo de vinho nele. O homem que acompanhava a jovem se levantou e foi embora. Ela foi atrás, xingando.

O Gero não cobrou o vinho servido a boa parte dos clientes naquela noite."
Não se fazem mais canecas como antigamente...

Seguem quatro cartazes antigos sensacionas sobre cerveja, um jeito muito mais bonito e elegante de fazer propaganda de bebida alcoólica.

Em comum, todos são de origem francesa, da primeira metade do século XX (não consegui descobrir a data exata) e mostram que a moderação estava longe dos hábitos daquele tempo.

Tinha de ser profissional!







27 de abril de 2009

Voltei, com o Dry!

Pela terceira vez, eu volto a atualizar o blog - sempre na esperança de nunca deixar de fazê-lo.

A inspiração veio da minha primeira visita de verdade do badalado bar Dry, que funciona há pouco mais de um ano em São Paulo. Estive lá logo depois da inauguração e consegui, após muito insistência com o porteiro, apenas dar uma breve olhada.

Agora não. Cheguei relativamente cedo, sentei numa mesa bacana, papo da melhor qualidade e pude provar alguns dos seus já famosos dry martinis.

Não lembro o nome exato dos drinques que provei, todos ótimos. Sei que experimentei pelo menos três deles: o clássico, um com gengibre e um preparado com a salmoura da azeitona (o mais forte deles).

Tudo conspira a favor: a decoração levemente descolada (os tampos da mesa são feitos por obras de artistas plásticos e estão à venda), o som cool e a iluminação na medida certa, sem deixar o salão escuro como um pub nem claro um boteco-chique.

O lugar é bárbaro, um dos melhores da cidade (pelo menos quando não está superlotado), fiel ao estilo sóbrio paulistano, definitivamente digno de ser tema de reestreia do blog.

Clique aqui para ver o site do bar - com direito a uma página ilustrada de como preparar um bom dry martini.