10 de julho de 2013

Vinho com coca = chope com groselha

Sabe chope com groselha? Pois uma mistura tão explosiva como essa surgiu da imaginação dos produtores franceses da Haussmann Famille: um vinho com sabor cola.

Lançado durante a Expovinis, em Bordeaux, o Rouge Sucette é 75% feito de uvas e outros 25% água, açúcar e essência sabor Coca Cola. O teor alcoólico é de 9%

O diretor de marketing da empresa, Pauline Lacombe, capricha para explicar a novidade. “O resultado é surpreendente, o balanço entre o amargor do vinho e a doçura da Cola é perfeito”.

Para quem tiver coragem, o produto está à venda nos supermercados franceses por suaves três euros.

9 de julho de 2013

Mula engarrafada para beber em casa



O ótimo brewpub paulistano Cervejaria Nacional lançou no começo do mês sua primeira cerveja engarrafada.

Os mestres cervejeiros escolheram envasar em garrafas de 600 mililitros sua melhor variedade: a Mula IPA, uma encorpada India Pale Ale. A embalagem é a mesma utilizada pela Colorado, de Ribeirão Preto, e a Baden Baden, de Campos do Jordão.

O resultado manteve a qualidade do chope vendido no bar. Com teor alcoólico de 7,5%, de coloração avermelhada, a cerveja tem amargor pronunciado e um leve toque cítrico. O preço é justo (16 reais).

Quando for comprar algumas unidades para gelar em casa, não deixe de provar a receita sazonal que a Cervejaria Nacional preparou para o inverno 2013. A Saravá Imperial Stout é cremosa e tem sabor marcante proporcionado pelo malte torrado utilizado no preparo. É para os fortes: o teor alcoólico é de 9,8%.

Dois poeminhas de bêbados de Millôr Fernandes


Poesia Cinética I

Poesia Cinética IV

6 de julho de 2013

French 75, o drinque do nazista de 'Casablanca'


O champanhe é a bebida mais consumida no Rick’s Cafe, ponto de encontro no clássico Casablanca. Só que havia quem preferisse algo mais forte. Yvonne, atriz francesa ex-namorada do dono do bar, e seu amante nazista preferiam pedir para o barman Sascha o French 75. A combinação de gim e espumante é potente. Não por acaso o nome da bebida, surgida no final da década de 1910, é emprestado de um canhão da artilharia francesa na Primeira Guerra Mundial.

Modo de preparo
Ingredientes
- 35 ml de gim
- uma colher de café de açúcar
- 10 ml de suco de limão
- Espumante tipo Brut

Coloque o gim, o açúcar e o suco de limão em uma coqueteleira com cubos de gelo. Chacoalhe vigorosamente e despeje o conteúdo em uma taça tipo flute gelada. Complete com o espumante.

5 de julho de 2013

Campari com toque fascista



O aperitivo italiano Campari foi um dos pioneiros a investir em propaganda no mercado de bebidas – o primeiro anúncio no jornal Corriere della Sera é de 7 de janeiro de 1880.

Uma de suas estratégias do fim do século XIX até o mais da metade do século seguinte era contratar artistas para desenhar cartazes com objetivo de ganhar visibilidade nos pontos de venda.

Em 1932, a marca encomendou uma música para exaltar a bebida. Contratou o compositor Fernando Crivel, que começava a ficar conhecido por suas canções fascistas. Ele compôs L'ora del Campari
Em ritmo de marcha, a letra diz que o Campari fechou a alegria, quente e vermelha, dentro de uma garrafa.

E termina assim (clique aqui para ver a letra completa, a tradução e ouvir o som):
'Se d’affanni, vecchi malanni,
non si sente più novella,
se ciascun sorride lieto
e la vita trova bella,
se ragione misteriosa
a gioir ciascuno appella,
questa è l'ora senza pari,
questa è l’ora del Campari!'

A música foi recuperada recentemente para compor um anúncio do Camparisoda, uma espécie de Smirnoff Ice de Campari vendido na Itália.

4 de julho de 2013

O hambúrguer certo com a cerveja certa



Para começo de conversa, a hamburgueria Vapor Burger está instalada em um imóvel clássico para os primeiros anos da Vila Madalena como bairro boêmio. No 1464 da Fradique Coutinho funcionou por mais de uma década o clássico Estação Vila Bar.

Os donos remodelaram totalmente o espaço para abrigar a lanchonete – da comprida área externa onde ficavam mesas de madeira pesada, só resta a árvore localizada logo depois da escada da entrada, que foi preservada no modernoso projeto arquitetônico.

O barato aqui é comer hambúrguer com cerveja. Não é qualquer sanduíche: as carnes são preparadas no vapor. A técnica elimina parte da gordura sem alterar o sabor. “Não grelhamos, não fritamos e não usamos chapa”, alerta o cardápio. Os lanches são apetitosos.  O australiano tem rúcula, mix de queijos (com gorgonzola), cebola confitada e o hambúrguer de entrecôte.

O cardápio traz sugestões de cerveja para acompanhar. Esqueça as importadas (garrafas da Brooklyn Brewery, entre outras) e peça uma das variedades da ótima cervejaria catarinense Eisenbahn. São mais baratas e bem mais saborosas (a weizenbock, feita de trigo e não filtrada, é excelente nos dias frios).

Três poréns. 1) O mais grave é oferecer cerveja em inadequados potes de vidro (foto abaixo). Sim, sim, são charmosos, mas o melhor mesmo é servir em copo ou taça. 2) A acústica do salão é ruim, o que significa muito burburinho mesmo com poucas mesas ocupadas. 3) A lanchonete fecha cedo, perto da meia-noite, muito, mas muito esquisito para quem se acostumou a entrar madrugada adentro no Estação Vila Bar (uma fotinho aqui embaixo para matar a saudade).







Receita de uma sangria

As sangrias oferecidas em bares e restaurantes brasileiros raramente são boas - e normalmente são caras. Nem mesmo as vendidas em bares da moda, como a do carioca Venga! e a do paulistano Bottagallo – pelo menos para o meu paladar.

Para inspirar a todos, os de casa e os barmen, encontrei abaixo esse belo infográfico que ensina a preparar sangria, produzido pela revista novaiorquina Wine Enthusiast . Vale tentar.



3 de julho de 2013

Brahma x Antarctica: o duelo do século XX

Brahma e a Antarctica disputaram o mercado nacional de cerveja cabeça a cabeça até a fusão das empresas fazer surgir a Ambev, em 1999. A Companhia Antarctica Paulista, de 1885, tinha domínio do mercado de São Paulo. A Companhia Cervejaria Brahma, de 1888, era predominante no Rio de Janeiro. Ambas sempre gastaram muito com marketing.

O round de meados dos anos 1970 pode ser simplificado com esses dos comerciais para televisão: o ‘nós viemos aqui para beber ou para conversar’, de 1974, contra o ‘não deixe para depois a Brahma Chopp que você pode beber agora’, de 1976.

 

2 de julho de 2013

Gosto não se discute: as novas garrafas da Skol

Ainda bem que gosto não se discute. A Skol lançou garrafas de alumínio de 473 mililitros estampadas que podem ser transformadas em itens de decoração. As cervejas são vendidas no supermercado (4,99 reais cada) e os interessados compram kits para personalizar sua embalagem em luminárias, relógios, galheteiros, castiçais ou vasos (de 29,90 a 57,90). Em todos eles, o logo vermelho da Skol está lá, nada discreto, transformando a sala em cenário de propaganda de cerveja – e sem nenhuma bonitona junto.





Drinques de cinema - o dry martini de James Bond



“Mexido, não batido!”. Assim, com seu estilo direto, James Bond pedia seu drinque preferido: o dry martini. Sua origem é cercada de mistério. A versão mais corrente é que a receita foi inventada em 1911 para agradar o paladar exigente do magnata americano John D. Rockefeller. Seco, elegante, sempre no copo Y e uma azeitona. 007 gostava de variar. Muitas vezes, substituía o gim pela vodca. Um ou outro, ele jamais perdia a elegância.

Modo de preparo
 Ingredientes
- 55 ml de gim
- 15 ml de vermute seco
- Coloque os ingredientes em uma coqueteleira com cubos de gelo. Mexa os ingredientes com um colher bailarina. Despeje o conteúdo, sem o gelo, em um copo em formato Y gelado. Se quiser, decore com uma azeitona