Cultura de boteco. Histórias, notícias e bobagens do mais democrático dos espaços gastronômicos
12 de dezembro de 2014
Vodca vem com fichas para cassino de Las Vegas
Uma vodca americana investiu em uma estratégia inusitada para turbinar as vendas. Cada garrafa da Jackspot Vodka vem com um crédito de pelo menos 25 dólares para ser gastos em um cassino de Las Vegas, o Palms Casino Resort – como o preço sugerido de venda também é de 25 dólares, a bebida acaba como extra por um punhado de fichas.
Por enquanto, a marca tem autorização para ser vendida apenas nos estados de Nevada e Arizona. O plano é expandir a distribuição para a Califórnia em janeiro de 2015.
O slogan da canjebrina peca pela obviedade: “Nosso destilado vai fazer de você sempre um vencedor”
A bebida é fabricada pela destilaria Golden Gate, em São Francisco especialmente para a Jackpot Spirits.
11 de dezembro de 2014
Marketing para vender uísque no Japão: novela!

Uma novela japonesa conseguiu atingir o objetivo de marketing de muitos rótulos de uísque: encontrar um novo público para a bebida.
Exibido seis dias por semana, ‘Massan’ tem agradado aos telespectadores ao contar a história de amor de Masataka Taketsuru e de sua mulher, a escocesa Rita, que enfrentaram o preconceito ao casamento entre uma europeia e um oriental há quase um século e trabalharam juntos para produzir uísque de primeira qualidade no Japão: o Nikka Whisky
O resultado foi um aumento de 50% nas vendas de Nikka nos três primeiros meses de exibição da novela, que estreou em setembro e termina em março de 2015. “Nós queremos que as mulheres fiquem mais familiarizadas em beber uísque em casa para manter esse boom de vendas vivo” afirmou a porta-voz da Asahi, dona da marca Nikka, para o Yomiuri Shimbun. A Suntory, sua principal concorrente, também aproveitou a onda e lançou uma limitada inspirada no período em que se passa a trama, na primeira metade do século XX.
A história começa em 1918. Com 24 anos, o jovem japonês partiu sozinho para a Escócia, via Estados Unidos, para aprender os segredos das destilarias escocesas – ele foi o primeiro nipônico a aprender sobre o tema da Universidade de Glasgow. Na Europa, ele conheceu e casou com Rita. Juntos, navegaram para o oriente para montar uma destilaria com os preceitos do povo do kilt e da gaita.
O sonho vingou apenas em 1934 quando ele construiu sua fábrica em Yoichi, na ilha de Hokkaido. A primeira garrafa de Nikka Whiski chegou ao mercado em 1940. O trailer da saga (abaixo) é divertido, embora possa parecer capenga para quem está acostumado com novelas brasileiras e séries americanas
10 de dezembro de 2014
Vida digital: a engenhoca que vai substituir o barman
Pode faltar charme, mas vai ter muita gente interessada na inovação que uma dupla de empreendedores de Los Angeles tenta viabilizar: uma máquina automática para preparar coquetéis.
Os caras garantem que o Somobar, o nome da engenhoca, é capaz de preparar mais de 300 drinques, incluindo as brasileiras ‘caipiríssima’ e ‘caipiroshka’. As bebidas são pedidas por meio de um aplicativo para smartphone, que estará disponível para os sistemas da Apple e Android.
O melhor de tudo: cada dose leva menos de cinco segundos para ficar pronta. Garantem os idealizadores que dá para abastecer uma festa inteira sem descanso.
A maquineta é capaz de combinar até sete ingredientes, e pode preparar coquetéis geladas ou na temperatura ambiente.
Para capitalizar o projeto, a dupla abriu uma conta no Kickstarter. Em um mês foram arrecadados 59 mil dólares.
Quem contribui com 399 dólares será um dos primeiros a ter a coqueteleira automática em casa. Quando estiver em produção, em meados de 2015, a projeção é que cada coqueteleira digital saia por 699 dólares. O site da turma é o http://www.somabarkickstarter.com/.
Confira o vídeo de apresentação do projeto.
9 de dezembro de 2014
Turismo de boteco: o bar de Appolonia Corleone
Quem gosta de cinema e planeja viajar para Sicília tem de incluir no roteiro uma passagem pela cidadezinha de Savoca, localizada a cerca de trinta quilômetros de Messina.
Em uma de suas esquinas fica o bar Vitelli, um dos cenários italianos do clássico ‘O Poderoso Chefão', vencedor do Oscar de melhor filme de 1973.
É ali, no terraço do boteco da Piazza Fossia número 7, que o jovem Michael Corleone consegue, com a forcinha básica de dois capangas, a permissão do pai de Appolonia para cortejar a moça, que seria sua primeira mulher.
Aberto em 1972, o bar funciona firme e forte até hoje. Tudo foi mantido igualzinho pelos donos. O que fez o lugar virar ponto de encontro de fãs do filme.
As fotos comprovam que contam a favor da visita o astral, o prédio do século XVIII e a bela vista da costa mediterrânea.
Os comentários do Trip Advisor, no entanto, recomendam passar longe das massas e de outros pratos servidos em suas mesas. Sugerem aproveitar o clima do lugar com uma dose de Aperol Spritz nos dias quentes ou, quando esfria, com a dupla café e canoli.
As fotos são das páginas do Flickr do Melqart (https://www.flickr.com/photos/melqart/6124056625),
Dennis Jarvis (https://www.flickr.com/photos/archer10/5335788550/in/photostream/) e
Mark Belokopytov (https://www.flickr.com/photos/markb120/1351331803)
Em uma de suas esquinas fica o bar Vitelli, um dos cenários italianos do clássico ‘O Poderoso Chefão', vencedor do Oscar de melhor filme de 1973.
É ali, no terraço do boteco da Piazza Fossia número 7, que o jovem Michael Corleone consegue, com a forcinha básica de dois capangas, a permissão do pai de Appolonia para cortejar a moça, que seria sua primeira mulher.
Aberto em 1972, o bar funciona firme e forte até hoje. Tudo foi mantido igualzinho pelos donos. O que fez o lugar virar ponto de encontro de fãs do filme.
As fotos comprovam que contam a favor da visita o astral, o prédio do século XVIII e a bela vista da costa mediterrânea.
Os comentários do Trip Advisor, no entanto, recomendam passar longe das massas e de outros pratos servidos em suas mesas. Sugerem aproveitar o clima do lugar com uma dose de Aperol Spritz nos dias quentes ou, quando esfria, com a dupla café e canoli.
As fotos são das páginas do Flickr do Melqart (https://www.flickr.com/photos/melqart/6124056625),
Dennis Jarvis (https://www.flickr.com/photos/archer10/5335788550/in/photostream/) e
Mark Belokopytov (https://www.flickr.com/photos/markb120/1351331803)
As essências do uiscão Chivas 'maior de idade'
A agência contratou o artista plástico inglês Peter Layton para confeccionar 85 grandes ‘gotas’ de douradas de vidro. Dentro de cada uma delas, uma essência do mix do destilado, como casca de laranja, canela, favos de mel, chocolate...
O resultado é belíssimo. Os vídeos abaixo revelam em detalhes o cuidado trabalho da equipe de produção (O frame é o mesmo, mas os vídeos são diferentes)
8 de dezembro de 2014
O espírito natalino da 'My Goodness' Guinness
Os pôsteres da Guinness são tão emblemáticos quanto o amargor marcante e a espuma espessa da cerveja.
Os mais clássicos têm a assinatura do ilustrador inglês John Gilroy, que durante trinta anos produziu dezenas cartazes com tucanos, pinguins, jacarés e muuuuuuuuuuuuuitos pints.
O primeiro deles foi em 1930 quando desenvolveu a premiada campanha ‘Guinness Is Very good For You’, com um guarda de zoológico ficando maluco para controlar a ânsia dos animais pela stout.
A inspiração natalina teve seu quinhão da criatividade de Gilroy – tem até uma árvore de Natal só de Guinness, Vejam que bacanas:
Os mais clássicos têm a assinatura do ilustrador inglês John Gilroy, que durante trinta anos produziu dezenas cartazes com tucanos, pinguins, jacarés e muuuuuuuuuuuuuitos pints.
O primeiro deles foi em 1930 quando desenvolveu a premiada campanha ‘Guinness Is Very good For You’, com um guarda de zoológico ficando maluco para controlar a ânsia dos animais pela stout.
A inspiração natalina teve seu quinhão da criatividade de Gilroy – tem até uma árvore de Natal só de Guinness, Vejam que bacanas:
7 de maio de 2014
Um pinguim num boteco na Baixada Fluminense
Acredite se quiser: um pinguim passou uma temporada no botecão aí acima, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A ave foi levada ao bar por um cliente que a encontrou em uma praia do Rio de Janeiro. De cara, conquistou a simpatia do dono, o português Belmiro Rodrigues, na foto de camisa branca e gravata atrás do balcão. O bicho era tratado como de estimação. ‘Seu Belmiro’ comprava sardinhas para alimentá-lo e sempre deixava por perto uma bacia d’água com cubos de gelo para refrescar o animal antártico no calorão típico da região. O bicudo, que tinha perto de 30 centímetros de altura, ficou lá por três meses, com livre circulação no meio da galera.
O Café, Bar e Bilhar Original funcionou de meados dos anos 1960 até o começo da década seguinte em um imóvel no centro da cidade, exatamente onde hoje está o Shopping Matriz. O local era enorme: além das mesas da entrada, tinha um salão com doze mesas de bilhar e uma barbearia ao fundo. Abria de manhã, com pães na chapa para quem ia pegar o trem, até de noite, entre sanduíches de carne e tábuas de frios. Todo mundo ia ali, do padre ao prefeito – o que fazia do bar, entre chopes e tacadas, cenário de muitas decisões políticas do município, que conquistou sua autonomia de Nova Iguaçu em 1947.
12 de novembro de 2013
O clássico Pirandello, por Ignacio de Loyola Brandão
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| Antonio Maschio e Waldimir Soares, responsáveis pelo Spazio Pirandello. FOTO: Arquivo/Estadão |
"Te encontro à noite no Pirandello", era a combinação usual. Aliás, o bar só abria à noite. Seria bar? Ou era um estado de espírito, para usar um clichê afetivo? De mítico, tornou-se lendário. Havia pessoas que ligavam: indo a São Paulo, você me leva ao Pirandello? Lugar encantado e encantador. Levar alguém significava um bom início de noite. Promissor, para quem quer que fosse, homem ou mulher, ou todas tendências, escolhas. Difícil resistir, ganhávamos mais milhas do que uma viagem ao redor de mundo nas empresas aéreas de hoje. Mas o que tinha o Pirandello de tão especial, diferente? Nada e tudo. Teve gente que entrou e dizia: mas é isso? Ao sair, reconhecia: nunca pensei que fosse tudo isso!
O Pirandello era um bar, restaurante antiquário, brechó, livraria, clube privê onde todos eram sócios, sala de visitas da minha, da sua, da casa de todos nós, ponto de encontro, lounge (para usar termo moderno), sala vip. Tinha um estilo de decoração? Tinha, não sei qual. As coisas seguiam ao sabor do que havia disponível, mudavam quadros, estatuetas, bibelôs, abajures, espelhos, lustres, vasos, ora estávamos num ambiente art-deco, ora art-nouveau, ou barroco, clean, modernista. E o que era modernista?
Tédio não havia. Nem repetição. Nem bom ou mau gosto. Havia o Pirandello onde se chegava cedo para achar lugar. Quem chegava ficava e não se via cara feia, nem garçom rondando a mesa terminado o jantar, querendo estender a conta. Ou estarei dourando a pílula? Ou, se houvesse tais inconvenientes tão normais hoje, não me lembro, não ligava, pouco me importava. Se houvesse livro de ponto, vocês veriam que foram poucas as minhas faltas. Poucas as faltas de todo mundo. Quem era todo mundo? Escritores, jornalistas, artistas, pintores, diretores de teatro e cinema, economistas, publicitários, desocupados, fazendeiros, portuários, normalistas, livreiros, guarda-livros, bancários, banqueiros, alfaiates, arquitetos, advogados, agrônomos, modelos, penetras. Descolados e caretas.
Quis sempre a mesa que dava para a escada que descia ao andar inferior (porão, ou subsolo), onde Anaelena, Cristina e Patricia abriram uma filial da Capitu, a livraria onde as coisas aconteciam. Capitu e Pirandello eram como que irmãos siameses, um extensão do outro. No salão tínhamos visão total das mesas e os espelhos auxiliavam na paquera, colocados estrategicamente, refletindo todos os ângulos, segundo a arguta redatora de publicidade Lu Franco.
Quem juntava gente como Paulo Caruso, fidelíssimo, Caio Fernando Abreu, Joyce Cavalcanti, Mario Prata, Ivan Angelo, Raduan Nassar (acreditem, eu o vi lá), Washington Olivetto, Ruth Escobar, Lina Wertmüller, Jô Soares, Fernando Henrique Cardoso, Eder Jofre, Pedro Herz, Marcos Rey, Lygia Fagundes Telles, Ricardo Carvalho, Elba Ramalho, Sandra Pera, Lennie Dale, Raul Cortez, Paulo Autran, Karin Rodrigues, Walter Hugo Khoury, Anselmo Duarte, Paulo Bonfim, Antunes Filho, Ana Maria Martins, Ricardo Ramos (um que faz muita falta), que, certa vez, levou o retrato de seu pai, Graciliano, pintado por Portinari para uma exposição e o retrato ficou meses na parede. Jantei olhando para ele muitas noites.
Luis Fernando Verissimo esteve lá quando a Capitu fez uma exposição sobre o Érico. Chegou tímido e o Maschio, louco como sempre, a falar agitado, queria porque queria um boné do Érico para pôr sobre uma máquina de escrever que estava no 'cenário'. As meninas da Capitu já tinham conseguido originais e desenhos do pai de Luis Fernando. Mas boné? Não havia. Maschio não hesitou, pegou um boné dele mesmo e disse pro mundo que era do Érico.
Quem colocava as pessoas mais diferentes num mesmo lugar, divertindo-se naquele final dos anos 70, inicio dos 80, tempo de ditadores, censores, inflação alta, overnight, em que se falava de anistia, em que dançar era ter entrado pelo cano e chocante, maneiro, porreta, joia, estou contigo e não abro eram gírias e expressões do cotidiano? Tempo das Frenéticas, do Tititi, dos Dzi Croquetes, de Porcina, Hulk, do saque de vôlei viagem às estrelas, de Malu Mader e de Malu Mulher? Uma frase de Oscar Wilde poderia estar sobre o portão de entrada: "A vida é muito importante para ser levada à sério". Ultrapassávamos o portãozinho de ferro, percorríamos um corredor de ladrilhos hidráulicos e estávamos dentro.
Quem comandava aquela nau de insensatos? Maschio e Wladimir Soares, inseparáveis como o Gordo e o Magro, Tom e Jerry, como os Três Patetas, os irmãos Marx, os policiais rodoviários Chips, o senhor Roarke (Ricardo Montalban) e o anão Tatoo (Hervé Villachaizel), a Gata e o Rato, Ziraldo e o menino maluquinho. Wladi com seu chapéu coco e seu bigodinho Carlitos, Maschio surpreendendo com fantasias diversas, mas podíamos reconhecê-lo pelo riso escancarado, debochado. Nunca o vi de cara amarrada, nem para baixo, de mau humor. Sempre alto astral, mesmo quando soube do câncer que terminaria com ele.
Desde os tempos em que fazia patês maravilhosos que os amigos consumiam e que o sustentaram por anos, Maschio iluminou a cena paulistana. Iluminou no sentido integral, à frente do Pirandello ou funcionando como um pião naquilo que hoje se chama rede social, fazendo conexões para manifestos contra o regime, a favor das Diretas Já, ou promovendo leilões beneficentes. Certa noite ali vi Ulisses Guimarães e dona Mora comendo o famoso Frango a Isadora Duncan, prato chefe, que saía da cozinha em linha de produção esmerada. Naquele tempo, apesar de tudo, acreditávamos naquele jingle de uma calça jean, a US Top: "Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada". A certa altura, já fechado o Pirandello, Maschio sobreviveu vendendo tudo o que tinha. Ou promovendo jantares inesquecíveis pelo cardápio e pela elegância da mesa. Semana passada Maschio se foi aos 66 anos. Muito cedo para morrer. Qualquer idade é cedo para morrer.
Maschio foi um dos símbolos de uma São Paulo que, como parte de um Brasil sufocado, cantava com as Frenéticas o tema da novela Dancing'Days: "Abra suas asas/ solte suas feras/ caia na gandaia/ entre nessa festa".
2 de outubro de 2013
Mais uma gringa no Brasil: a holandesa Hertog Jan
A Ambev vai importar mais uma cerveja do riquíssimo portfólio de mais de 200 marcas da AB inbev. A escolhida da vez é a Hertog Jan, fabricada na cidadezinha holandesa de Arcen.
Seu nome é homenagem ao duque dom João I de Brabante (Hertog é duque em holandês), um príncipe feudal do século XIII conhecido por seus filhos ilegítimos e um dos possíveis inspiradores do personagem Gambrinus, o patrono não oficial da cerveja.
Aqui no Brasil serão comercializadas as versões Dubbel (feita com malte torrado escuro, malte de trigo, açúcar de cerveja e corante caramelo), Tripel (de coloração dourada escura e graduação alcoólica de 8,5%) e a Grand Prestige (escura, mais conhecida como ‘vinho de cevada’ por seu aroma frutado e com teor alcoólico de 10%).
As garrafinhas de 500 mililitros estão à venda pela internet no www.emporiodacerveja.com.br, site de comércio eletrônico da própria Ambev. Cada uma custa 30 reais.
Em 2013, a Ambev trouxe também para o Brasil a versão rosée da belga Hoegaarden e a alemã Spaten Oktoberfest. O conjunto de importados da empresa inclui também a belga Leffe (a melhor delas!), a alemã Franziskane, a argentina Quilmes e a uruguaia Norteña.
1 de outubro de 2013
Stan Laurel engarrafa vinho. E enche a cara
A onda atual de fabricar a própria cerveja em casa esbarra em uma tentação: a de encher a cara antes mesmo da bebida descansar na garrafa. Uma cena de 'O Gordo e O Magro' mostra o que pode ocorrer quando um mestre-cervejeiro atrapalhado se esforça para a última fase do processo de fabricação e se rende antes de completar a tarefa. Stan Laurel se enrola com a mangueira e fica bêbado antes de encerrar o serviço. Confira o engraçadíssimo vídeo:
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