24 de setembro de 2006

Os melhores de 2006 e um compromisso

Nada melhorar retomar o blog com breves comentários sobre os bares vencedores na votação da edição Comer e Beber 2006 de São Paulo, publicada pela Vejinha, e da qual eu sou um dos jurados.

Os premiados foram revelados numa festa bem bacana, realizada no espaço para eventos da Estação Julio Prestes. A felicidade de todos os vencedores, e de quase todos os indicados, mostra a importância deste prêmio para que eles mantenham a luta para a alegria de todo mundo que toma uma cervejinha.

Eis a lista dos campeões em cada categoria:

- Boteco: Frangó (lugar sensacional, embora eu de vez em quando relute em encaixá-lo na categoria boteco);

- Carta de Cachaças: Universidade da Cachaça (traz tudo do bom e de melhor da brasilidade etílica; vale mencionar a autenticidade do Terra Nova, barzinho bacana no pé da Serra da Cantareira que recebeu um único voto - o meu :-)) ;

- Chope: Original (é definitivamente o novo Léo);

- Fim de noite: Filial (pode aparecer por lá às 4 da manhã e pedir sem emdo um bife-arroz-feijão-fritas);

- Happy hour: Devassa (derrapa dos jurados; bonitinho, mas ordinário);

- Hotel: Skye (charmoso, mas é muito mais um restaurante);

- Música ao vivo: Grazie a Dio! (após uma fase muito instável, voltou ao auge. Sua segunda é a melhor da cidade);

- Para dançar: CB Bar (galera descolada que curte rock; pode ficar com fome que, diferente da maior parte das casas do gênero, prepara um bom rango);

- Para ir a dois: Baretto (fora do meu orçamento, mas referendado pela grife Fasano);

- Para Paquerar: Vacavéia (o melhor boteco da nova geração);

- Pub: All Black (os donos tentam fazer outro melhor mas não conseguem; é muito bom em ambiente e comida);

- Barman do ano: Souza, do Veloso (Sua caipirinha é imbatível. Cachaça, limão e açúcar sempre na medida certo, mesmo quando o bar está lotado).

Deixei por último o compromisso: que este blog seja atualizado todas as semanas, com notícias, opiniões e histórias curiosas sobre bares. É o embrião da revista bares e futilidades.

5 de maio de 2006

Para ninguém perder a hora




O Bar do Magrão (Rua Agostinho Gomes, 2988, (11) 6161-6649) é um daqueles botecos que guardam a autenticidade em seu DNA. O Magrão, o caricaturado acima é ele, fez tudo do seu jeito, sem contar com a ajuda financeira de nenhuma daquelas cervejarias multinacionais que tentam impor seu estilo. O cardápio tem dezenas de cervejas, muitas delas importadas, e uma excelente batida de amendoim, receita de família. A inusitada decoração tem espaço até para uma múmia pendurada no lustre ao lado de caixa da cerveja belga Deus, aquela que custa os olhos da cara. Repare as mais de duas dezenas de relógios nas paredes, a maioria presente de amigos. Não importa a hora, todos marcam pontualmente 16h45: o horário de abertura do bar. A sensação é que a noite sempre é uma criança.

7 de abril de 2006

Frases para refletir no final de semana

"Todo mundo precisa crer em algo. Creio que preciso tomar outra cerveja",

Groucho Marx, comediante americano
Batida para levantar defunto

A Casa da Mortadela fica próximo da esquina das avenidas Ipiranga e São João, no centrão de São Paulo. Meio boteco, meio casa de lanches, o lugar é bárbaro. Suas especialidades são os sandubas de mortadela (bem melhor que o do Mercadão) e o de lingüiça de lombo. Cervejinhas, apenas long neck. Talvez seja um dos poucos endereços da cidade que prepare a batida de cerveja preta Caracu com ovo, aveia, amendoim e pó de guaraná. O, digamos assim, revitalizador moral custa 4 reais e serve dois copos grandes. O atendimento é cordial e as caixinhas são agradecidas por uma batida do sino ao lado do chapeiro.

5 de abril de 2006

O Vovô garante

A dica é de um amigo pinguço, craque em boteco, infeliz no futebol. O boteco Vovô Kiko (Avenida Álvaro Machado Pedrosa, 476, Tucuruvi, (11) 6981-6114) fica no topo de uma elevação da Avenida Luiz Dumont Villares, perto do Metrô Parada Inglesa. Mesas na calçada, varanda coberta, um clima praiano, tocado com louvor pelo Seu Francisco, conhecido nas internas como Vovô Kiko. Ayres, o amigo, dá as coordenadas: "A especialidade da casa são as porpetas de carnes com molho de cebolas e alho no vinho branco. As porpetas são crocantes por fora e um pouco mal-passadas por dentro. A combinação é deliciosa. Bolinhos tradicionais como bacalhau e mandioca com carne seca também valem a visita. Os preços são honestíssimos e as cervejas de garrafa".

3 de abril de 2006

It`s a big ad

Mais um anúncio de cerveja sensacional. A australiana Carlton Draught é o produto de uma propaganda para a televisão com milhares de figurantes que entoam uma nova versão sobre a cantata Carmina Burana. Confira.


29 de março de 2006

O rum do pirata

Embora quase desconhecido no Brasil, o rum Captain Morgan é o segundo mais vendido no mundo. As destilarias da marca ficam em Porto Rico e na Jamaica e a sede em Baltimore, nos Estados Unidos. O nome é uma homenagem a um histórico comandante naval inglês que dominava o Mar do Caribe no século XVII. O pirata, em uma versão conto de fadas, é o garoto-propaganda da empresa desde os anos 50, como mostram estes bacanas anúncios de revista.




28 de março de 2006

No Reino das Caipirinhas

O bar Veloso (Rua Conceição Veloso, 56, (11) 5572-0254) ganhou fama em São Paulo principalmente por causa dos drinques preparados com exatidão pelo barman Souza. Nesta semana, o boteco comemora um ano de vida com um festival de caipirinhas. Além da receita tradicional, estrela do cardápio, Souza irá preparar até domingo as variações de carambola com manjericão, maracujá com alecrim, caju, frutas vermelhas e abacaxi com hortelã. Imperdível!

24 de março de 2006

Verso para refletir no final de semana

"Eu bebo um pouquinho que é para ter argumento,"

Aldir Blanc e Cristovão Bastos, na canção Resposta ao Tempo
Sonho de consumo

Lembra aquela história da dona de casa norueguesa que abriu a torneira da cozinha e, para sua supresa, saiu cerveja? Uma agência de propaganda filmou situação parecida, só que com muito mais naturalidade. Acompanhe o vídeo abaixo ou clique aqui.