2 de outubro de 2013

Mais uma gringa no Brasil: a holandesa Hertog Jan


A Ambev vai importar mais uma cerveja do riquíssimo portfólio de mais de 200 marcas da AB inbev. A escolhida da vez é a Hertog Jan, fabricada na cidadezinha holandesa de Arcen.

Seu nome é homenagem ao duque dom João I de Brabante (Hertog é duque em holandês), um príncipe feudal do século XIII conhecido por seus filhos ilegítimos e um dos possíveis inspiradores do personagem Gambrinus, o patrono não oficial da cerveja.

Aqui no Brasil serão comercializadas as versões Dubbel (feita com malte torrado escuro, malte de trigo, açúcar de cerveja e corante caramelo), Tripel (de coloração dourada escura e graduação alcoólica de 8,5%) e a Grand Prestige (escura, mais conhecida como ‘vinho de cevada’ por seu aroma frutado e com teor alcoólico de 10%).

As garrafinhas de 500 mililitros estão à venda pela internet no www.emporiodacerveja.com.br, site de comércio eletrônico da própria Ambev.  Cada uma custa 30 reais.

Em 2013, a Ambev trouxe também para o Brasil a versão rosée da belga Hoegaarden e a alemã Spaten Oktoberfest. O conjunto de importados da empresa inclui também a belga Leffe (a melhor delas!), a alemã Franziskane, a argentina Quilmes e a uruguaia Norteña.

1 de outubro de 2013

Stan Laurel engarrafa vinho. E enche a cara

A onda atual de fabricar a própria cerveja em casa esbarra em uma tentação: a de encher a cara antes mesmo da bebida descansar na garrafa. Uma cena de 'O Gordo e O Magro' mostra o que pode ocorrer quando um mestre-cervejeiro atrapalhado se esforça para a última fase do processo de fabricação e se rende antes de completar a tarefa. Stan Laurel se enrola com a mangueira e fica bêbado antes de encerrar o serviço. Confira o engraçadíssimo vídeo:


30 de setembro de 2013

Aperol spritz quer seduzir os brasileiros

Cartaz da década de 1990 de autoria de Lorenzo Mattotti

Bares paulistanos vão ganhar um ar europeu neste verão. Pelo menos é essa a expectativa do pessoal de marketing da Campari ao apresentar um projeto para convencer os brasileiros a experimentar (e beber muitos) o drinque aperol spritz.

O coquetel tem o leve amargor do Aperol, bitter criado em 1919 em Padova, na região italiana do Vêneto, e comprado pela Campari em 2003. Sua marca registrada é a coloração alaranjada. Com 11º de teor alcoólico, a bebida é uma infusão de ruibarbo, genciana, quina e outros ingredientes.

Completam a receita (facílima de preparar) espumante, água com gás (o spritz, vindo do alemão) e muito gelo. Para ninguém errar, a receita vem na embalagem do aperitivo.

O coquetel tem seu charme. Ele foi escolhido em 2011 pelo ‘The New York Times’ como a bebida do verão na Europa. O visual cor de laranja, a leveza do espumante e sabor suave contribuem para atrair as mulheres – os paladares masculinos experientes vão continuar preferindo um bom negroni com Campari.

O primeiro passo da Embaixada Aperol Spritz, nome do projeto, é ensinar barmen a preparar o coquetel da maneira adequada, mostrando alguns segredinhos. Serão onze estabelecimentos 'certificados' em São Paulo até o fim do ano. O plano é incluir Rio de Janeiro e Florianópolis no roteiro no ano que vem. A responsável pela tarefa de difundir o aperol spritz é da bartender Talita Simões.

Assim como outras bebidas italianas, cartazes serviram de ferramenta de propaganda. Confira alguns deles.








25 de setembro de 2013

Oktoberfest: 7.100.000 litros de cerveja em 16 dias



São impressionantes os números da Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que começou em 21 de setembro e vai até 6 de outubro. Confira

A maior festa de cerveja do mundo vende 7.100.000 litros de cerveja

Para contrabalançar o álcool, o público manda para dentro 69.000 joelhos de porco e 119.000 salsichas e 505.000 frangos

Ajudam a reduzir a bebedeira 245.000 litros de café ou chá

Os pobres de espírito bebem 151.000 litros de cerveja sem álcool e 514.000 litros de água ou limonada.

Ao todo, os 64.000.000 de visitantes gastam 830.000.000 de euros e deixam para trás 678 toneladas de lixo

12.000 pessoas trabalham nos 14 pavilhões para garantir a festa

Como é preciso tirar água do joelho para beber mais, os organizadores disponibilizam 980 banheiros.

(os números representam a média dos últimos anos. fonte: revista de bordo da United Airlines)

19 de setembro de 2013

Beer Experience: bom para curtir, ruim para cervejar


O Beer Experience é prova do enorme interesse dos brasileiros por cervejas especiais. Depois de duas edições paulistanas em espaços limitados, os organizadores levaram o evento pela primeira vez para um lugar nobre: a Bienal do Parque do Ibirapuera. A expectativa é receber 20 mil visitantes nos três dias de festa em São Paulo, que ocorre de 27 a 29 de setembro. Além disso, o festival desembarcará no Rio de Janeiro na primeira semana de outubro em Brasília em novembro

A promessa, pelo menos na terra bandeirante, é servir mais de 500 rótulos do Brasil e de outros países (Estados Unidos, Bélgica e Alemanha, entre eles). A oferta inclui receitas das cervejarias Colorado, Way, Karavelle, Bamberg, Brooklyn, Da Backer, Duvel, Coruja e Dama Bier – o site oficial, pelo menos até hoje, não traz a lista completa das bebidas que poderão ser degustadas. O preço está lá: as doses serão vendidas de 4 a 200 reais

A balada no Ibira abrange pratos criados por chefs de cozinha, harmonização, uma área exclusiva para cervejas de bandas de rock, uma loja temática e um grande show por noite. As atrações musicais são os roqueiros do Matanza, na sexta; Seu Jorge, no sábado, e Demônios da Garoa, no domingo.  No Rio, foram escalados Seu Jorge e Teresa Cristina. .

As apresentações servem de justificativa para cobrar entrada de até 90 reais (até 240 reais para quem quiser se esbaldar de cerveja Karavelle até dizer chega), um valor absurdamente alto para um festival de proposta cervejeira. O ingresso dá direito a um copo e a um chope da Brooklyn Brewery – o que convenhamos não é nenhuma novidade para quem se interessa um pouquinho mais pelo assunto.

Moral da história: vale pelo astral, para cruzar com gente que conhece do assunto, mas se quiser mesmo curtir uma cerveja sem ser atropelado por meio Pacaembu, invista seus 90 mangos em alguns dos bons bares cervejeiros que se espalham por aí.

12 de setembro de 2013

Exposição em LA: arte em bolachas de chope

Brice Eichelberger
Uma exposição em Los Angeles transformou em arte um dos mais triviais utensílios de um bar: as bolachas de chope.

A mostra está em cartaz na galeria La Luz de Jesus Gallery durante a L.A Beer Week, que ocorre de 19 a 29 de setembro.

São mais de 400 trabalhos produzidos por dezenas de artistas em porta-copos de quatro polegadas (um tico a mais que 10 centímetros). Tem um pouco de tudo: desenho a lápis, pinturas a óleo, acrílico, construções em 3D...

As peças são lindas. Confira algumas delas abaixo (a legenda traz o nome do artista). Neste link aqui, é possível ver todas as obras de arte.

Kelly Parra

Nate Otto 
Jiyoung Paige Moon

Marc C. Willey

Cathie Black



10 de setembro de 2013

Propaganda espetacular da cerveja Guinness

São raros os anúncios publicitários de cerveja que optam por não ‘sensualizar’.

A Guinness lançou na semana passada um deles. Vale ver e rever. O vídeo é uma grande lição de amizade. Confira:

 

15 de agosto de 2013

As (futuras) cervejas de Harry Potter


Apaixonada por cerveja e por Harry Potter, a artista plástica americana Anita Brown resolveu criar, só por diversão, uma série de rótulos inspiradas na saga criada por J.K. Rowling.

Os desenhos (confira abaixo) têm referência a cada um dos sete livros, observa Raquel Carneiro, autora do blog Já Assisitu? e fã do personagem.

No primeiro deles, diz, a pedrinha no fundo do copo faz uma alusão à pedra filosofal. A cobra do rótulo 2 é a que protege a câmara secreta. A plaquinha 390 em frente ao copo da ilustração amarelada é uma referência a Sirius Black, o prisioneiro de Azkaban do terceiro livro da coleção.

E assim por diante até o derradeiro rótulo, homenagem a ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’, o fim da aventura. As ilustrações representam os três objetos que, juntos, transformam qualquer um no senhor da morte: a varinha das varinhas, a capa da invisibilidade e a pedra da ressurreição.

Anita promete, um dia, criar em sua própria casa uma cerveja que se encaixe perfeitamente a cada um dos rótulos - stout, pilsen, porter... Ainda bem que ela não planejou reproduzir a cerveja amanteigada que o povo do livro toma a torto e a direito.








14 de agosto de 2013

Após 839 tentativas, surge o Bailey's chocolate belga


Uma espécie de ultramaratona etílica foi percorrida para a criação de uma nova versão do licor de uísque irlandês Bailey’s: a Chocolat Luxe.

Anthony Wilson, filho do criador da marca, passou três anos em busca da combinação ideal da cremosa bebida e o doce do cacau.

Ao todo, foram 839 tentativas frustradas antes de encontrar a textura e sabor ideais que cumprisse o ousado objetivo de reproduzir a sensação de beber o melhor chocolate derretido de todos os tempos.

A receita leva trinta gramas de chocolate belga a cada garrafa de 500 mililitros. A mistura fez com que o teor alcoólico fosse reduzido de 17º para 15,7º.

Por enquanto, o aperitivo está à venda apenas na tradicional loja britânica Harvey Nichols, fundada em 1831. Custa quase 17 libras (por volta de 62 reais). A Diageo, dona da marca, promete ampliar a comercialização para a Europa em outubro.


13 de agosto de 2013

Chupitos, drinques feitos em copinhos de pinga


O recém-inaugurado bee. w bar resolveu investir em um tipo de drinque muito comum na Espanha, mas raríssimos em bares brasileiros: os chupitos.

São receitas preparadas naqueles copinhos de pinga, de 50 mililitros. O cardápio traz 36 variedades, servidas sempre geladinhas. Custam de 5 a 15 reais cada.

É uma brincadeira colorida. O melhor dos seis que experimentei, e que tem o nome do bar, é amarelado. Traz cachaça com mel, limão cravo e limão tahiti. Laranjinha, o julep mistura gim, Aperol, citrus e hortelã e também é bem gostoso.

O apple jack é vermelho e tem uma combinação, digamos, desafiadora: uísque, xarope de maçã e suco de cranberry. Se preferir verde, aposte no não menos inusitado green grass, que leva saquê,  licor de melão e suco de limão.

A carta também inclui versões clássicas em copinhos de uma dose. Tem o mini-cosmopolitan, o mini-manhattan, o mini-bloody mary , o mini-tequila sunrise e o mini-black russian.

O bar, anexo do hostel bee. w, mantém um ranking dos maiores bebedores do chupitos em apenas uma noite - – e não se engane pelo tamanho, pois em quase todos os quase são 50 mililitros só de álcool, sem água nem gelo.

A cada dez drinques, o bebedor ganha um copinho de shot com o logo do bar. Se colocar vinte para dentro, o prêmio é uma sandália Havaianas. O campeão do ano ganha um final de hospedagem no hostel. O mais-mais até o momento é um manauara de estômago forte, capaz de consumir 42 chupitos em uma noitada.

A sorte dele é que ele estava hospedado em um dos sete quartos temáticos do bem-equipado albergue, inaugurado em maio.

Duas dicas para garantir o lado do estômago: um cremoso bolinho de mortadela e os sensacionais quadradinhos de tapioca, que chegam à mesa com mel e geleia de pimenta.

O bar, instalado em uma agradável varanda, fica em São Paulo, pertinho da Paulista, na Haddock Lobo, 167.