19 de setembro de 2013

Beer Experience: bom para curtir, ruim para cervejar


O Beer Experience é prova do enorme interesse dos brasileiros por cervejas especiais. Depois de duas edições paulistanas em espaços limitados, os organizadores levaram o evento pela primeira vez para um lugar nobre: a Bienal do Parque do Ibirapuera. A expectativa é receber 20 mil visitantes nos três dias de festa em São Paulo, que ocorre de 27 a 29 de setembro. Além disso, o festival desembarcará no Rio de Janeiro na primeira semana de outubro em Brasília em novembro

A promessa, pelo menos na terra bandeirante, é servir mais de 500 rótulos do Brasil e de outros países (Estados Unidos, Bélgica e Alemanha, entre eles). A oferta inclui receitas das cervejarias Colorado, Way, Karavelle, Bamberg, Brooklyn, Da Backer, Duvel, Coruja e Dama Bier – o site oficial, pelo menos até hoje, não traz a lista completa das bebidas que poderão ser degustadas. O preço está lá: as doses serão vendidas de 4 a 200 reais

A balada no Ibira abrange pratos criados por chefs de cozinha, harmonização, uma área exclusiva para cervejas de bandas de rock, uma loja temática e um grande show por noite. As atrações musicais são os roqueiros do Matanza, na sexta; Seu Jorge, no sábado, e Demônios da Garoa, no domingo.  No Rio, foram escalados Seu Jorge e Teresa Cristina. .

As apresentações servem de justificativa para cobrar entrada de até 90 reais (até 240 reais para quem quiser se esbaldar de cerveja Karavelle até dizer chega), um valor absurdamente alto para um festival de proposta cervejeira. O ingresso dá direito a um copo e a um chope da Brooklyn Brewery – o que convenhamos não é nenhuma novidade para quem se interessa um pouquinho mais pelo assunto.

Moral da história: vale pelo astral, para cruzar com gente que conhece do assunto, mas se quiser mesmo curtir uma cerveja sem ser atropelado por meio Pacaembu, invista seus 90 mangos em alguns dos bons bares cervejeiros que se espalham por aí.

12 de setembro de 2013

Exposição em LA: arte em bolachas de chope

Brice Eichelberger
Uma exposição em Los Angeles transformou em arte um dos mais triviais utensílios de um bar: as bolachas de chope.

A mostra está em cartaz na galeria La Luz de Jesus Gallery durante a L.A Beer Week, que ocorre de 19 a 29 de setembro.

São mais de 400 trabalhos produzidos por dezenas de artistas em porta-copos de quatro polegadas (um tico a mais que 10 centímetros). Tem um pouco de tudo: desenho a lápis, pinturas a óleo, acrílico, construções em 3D...

As peças são lindas. Confira algumas delas abaixo (a legenda traz o nome do artista). Neste link aqui, é possível ver todas as obras de arte.

Kelly Parra

Nate Otto 
Jiyoung Paige Moon

Marc C. Willey

Cathie Black



10 de setembro de 2013

Propaganda espetacular da cerveja Guinness

São raros os anúncios publicitários de cerveja que optam por não ‘sensualizar’.

A Guinness lançou na semana passada um deles. Vale ver e rever. O vídeo é uma grande lição de amizade. Confira:

 

15 de agosto de 2013

As (futuras) cervejas de Harry Potter


Apaixonada por cerveja e por Harry Potter, a artista plástica americana Anita Brown resolveu criar, só por diversão, uma série de rótulos inspiradas na saga criada por J.K. Rowling.

Os desenhos (confira abaixo) têm referência a cada um dos sete livros, observa Raquel Carneiro, autora do blog Já Assisitu? e fã do personagem.

No primeiro deles, diz, a pedrinha no fundo do copo faz uma alusão à pedra filosofal. A cobra do rótulo 2 é a que protege a câmara secreta. A plaquinha 390 em frente ao copo da ilustração amarelada é uma referência a Sirius Black, o prisioneiro de Azkaban do terceiro livro da coleção.

E assim por diante até o derradeiro rótulo, homenagem a ‘Harry Potter e as Relíquias da Morte’, o fim da aventura. As ilustrações representam os três objetos que, juntos, transformam qualquer um no senhor da morte: a varinha das varinhas, a capa da invisibilidade e a pedra da ressurreição.

Anita promete, um dia, criar em sua própria casa uma cerveja que se encaixe perfeitamente a cada um dos rótulos - stout, pilsen, porter... Ainda bem que ela não planejou reproduzir a cerveja amanteigada que o povo do livro toma a torto e a direito.








14 de agosto de 2013

Após 839 tentativas, surge o Bailey's chocolate belga


Uma espécie de ultramaratona etílica foi percorrida para a criação de uma nova versão do licor de uísque irlandês Bailey’s: a Chocolat Luxe.

Anthony Wilson, filho do criador da marca, passou três anos em busca da combinação ideal da cremosa bebida e o doce do cacau.

Ao todo, foram 839 tentativas frustradas antes de encontrar a textura e sabor ideais que cumprisse o ousado objetivo de reproduzir a sensação de beber o melhor chocolate derretido de todos os tempos.

A receita leva trinta gramas de chocolate belga a cada garrafa de 500 mililitros. A mistura fez com que o teor alcoólico fosse reduzido de 17º para 15,7º.

Por enquanto, o aperitivo está à venda apenas na tradicional loja britânica Harvey Nichols, fundada em 1831. Custa quase 17 libras (por volta de 62 reais). A Diageo, dona da marca, promete ampliar a comercialização para a Europa em outubro.


13 de agosto de 2013

Chupitos, drinques feitos em copinhos de pinga


O recém-inaugurado bee. w bar resolveu investir em um tipo de drinque muito comum na Espanha, mas raríssimos em bares brasileiros: os chupitos.

São receitas preparadas naqueles copinhos de pinga, de 50 mililitros. O cardápio traz 36 variedades, servidas sempre geladinhas. Custam de 5 a 15 reais cada.

É uma brincadeira colorida. O melhor dos seis que experimentei, e que tem o nome do bar, é amarelado. Traz cachaça com mel, limão cravo e limão tahiti. Laranjinha, o julep mistura gim, Aperol, citrus e hortelã e também é bem gostoso.

O apple jack é vermelho e tem uma combinação, digamos, desafiadora: uísque, xarope de maçã e suco de cranberry. Se preferir verde, aposte no não menos inusitado green grass, que leva saquê,  licor de melão e suco de limão.

A carta também inclui versões clássicas em copinhos de uma dose. Tem o mini-cosmopolitan, o mini-manhattan, o mini-bloody mary , o mini-tequila sunrise e o mini-black russian.

O bar, anexo do hostel bee. w, mantém um ranking dos maiores bebedores do chupitos em apenas uma noite - – e não se engane pelo tamanho, pois em quase todos os quase são 50 mililitros só de álcool, sem água nem gelo.

A cada dez drinques, o bebedor ganha um copinho de shot com o logo do bar. Se colocar vinte para dentro, o prêmio é uma sandália Havaianas. O campeão do ano ganha um final de hospedagem no hostel. O mais-mais até o momento é um manauara de estômago forte, capaz de consumir 42 chupitos em uma noitada.

A sorte dele é que ele estava hospedado em um dos sete quartos temáticos do bem-equipado albergue, inaugurado em maio.

Duas dicas para garantir o lado do estômago: um cremoso bolinho de mortadela e os sensacionais quadradinhos de tapioca, que chegam à mesa com mel e geleia de pimenta.

O bar, instalado em uma agradável varanda, fica em São Paulo, pertinho da Paulista, na Haddock Lobo, 167.

9 de agosto de 2013

Trilegal: o Anulador de Celular da cervejaria Polar


A cervejaria gaúcha Polar resolveu dificultar a vida de quem vai para o bar e fica o tempo todo teclando no WhatsApp, fazendo comentários no Facebook, olhando o Twitter...

Eles apresentaram nesta semana o que chamam de Anulador de Celular. O dispositivo é simples. A partir do momento em que a garrafa de cerveja entra no isopor (ou cervejela, no dialeto sulino que apelida a loirinha de ceva), a conexão de todos os aparelhos da mesa é bloqueada. Quem quiser fofocar enquanto boteca terá de ir para a calçada.

“A ideia é fazer o consumidor se desconectar do mundo – mesmo que seja por alguns minutos – em prol de boas companhias, um bom papo e uma cerveja gelada”, diz a gerente de comunicação da marca.

Pena que a cerveja, uma das marcas da Ambev, só seja distribuída no Rio Grande do Sul.

Confira o vídeo:

7 de agosto de 2013

A ampliação (e o ocaso) do Bar Leo


As fotos abaixo são da obra de ampliação do bar mais icônico de São Paulo: o Bar Leo. Elas foram tiradas pelo jornalista Danilo Valentini, do blog Vou Andar, com autorização de um garçom.

A choperia vai pelo menos dobrar de tamanho. O atual proprietário, o mesmo do Bar Brahma, está reformando o imóvel vizinho na Aurora. Pistas da decoração estão no site do boteco. Uma promoção pede a doação de canecas de chope com uma história relevante. O prêmio é ter o nome nas paredes do bar e um ano de Brahma grátis. A previsão é que tudo esteja pronto em setembro.

Está em estudo, informa o garçom, até prolongar o horário do bar, que hoje ainda fecha às 20h30. A ampliação do cardápio também está na agenda - os ótimos canapés devem ser mantidos. O projeto de renovação visa aproveitar os milhares de alunos da recém-inaugurada Fatec, praticamente colado ao local.

Embora possa ser visto como progresso lógico, são sinais do ocaso definitivo do boteco decano da cidade, aberto em 1940 e inspiração para dezenas de outros lugares.

Seu declínio começou com a morte do antigo proprietário, Hermes Rosa, em 2003, e foi escancarado no ano passado com a revelação que, por dois meses, o estabelecimento vendeu chope Ashby (mais barato e de qualidade inferior) no lugar do tradicional Brahma. Para piorar, foram encontrados alimentos vencidos e malconservados na cozinha, o que levou ao seu fechamento pela vigilância sanitária – leia o caso completo nesta reportagem da Vejinha. 

O panorama desolador praticamente forçou a venda do bar para Alvaro Aoas, um nome ligado ao cenário boêmio na região central há quase 25 anos, quando o empresário montou o ótimo São Paulo Antigo no Largo de Santa Cecília. Em um cenário parecido, ele adquiriu e comandou a virada do Bar Brahma.

A casa da Ipiranga com a São João virou um sucesso de público com seus shows populares, mas eliminou a maioria dos vestígios dos seus tempos áureos – seu anexo, o Brahminha, está totalmente descuidado. Simplesmente deixou de ser um lugar legal para beber um bom chope e respirar ares de uma São Paulo que ficou para trás.

Tomara que o Leo tenha melhor sorte e não vire um bar qualquer.



5 de agosto de 2013

A cerveja do Mussum: "Meu negócio é biritão"


O filho do saudoso Mussum resolveu capitalizar em cima do personagem do pai. Com ajuda de outros empreendedores, Sandro Gomes vai lançar em 19 de agosto uma cerveja artesanal chamada Biritis, a maneira como o clássico personagem de Os Trapalhões chamava qualquer mé, da pinga ao uísque. "Meu negócio é biritão", dizia.

A cerveja, tipo Vienna Lager, será vendida em garrafas de 600 mililitros. A intenção é produzir 50.000 litros de bebida até o final do primeiro semestre de funcionamento.

O nome da cervejaria o é outra homenagem ao humorista: Brassaria Ampolis, uma referência às ‘ampolas’ que Mussum bebia em quase todo dominical infantil, em um tempo em que a militância politicamente correta quase não existia.

Uma piada clássica é a que ele pergunta ao balconista: Você tem leite de ganso manso? Tem leite de camelo? Leite de perereca? Depois de uma série de ‘nãos’, ele emenda ‘então me manda uma cachaça mesmo’. E vira para a câmera: ‘Bem que eu tentei tomar leite...’

Confira abaixo dois vídeos com a mesma anedota; um terceiro em que ele bebe seis doses de uísque no mesmo esquete e outro em que ele acerta, de olhos tapados, qual a 'biritis' certa.




2 de agosto de 2013

Nigella Lawson, MUITO boa de copo


Martini de Chocolate

Eu não tenho a menor dúvida: além de craque em comidinhas, a apresentadora de TV Nigella Lawson é boa de copo.

Em apenas quatro páginas de seu livro lançado recentemente no Brasil, ela ensina a fazer dezesseis coquetéis. Duas características comuns a maioria deles são as combinações pouco usuais e os nomes espirituosos.

A inglesa prova que não é fraca ao sugerir para um brunch de domingo o veludo negro. O drinque combina 750 mililitros de espumante doce Asti e 750 mililitros de cerveja Guinness.

Imagine, então, para finalizar o jantar, o baby guinness, um shot de licor de café (Tia Maria ou Kahlúa) com uma leve camada de licor irlandês Baileys.

Outro coquetel para quem tem fígado resistente é o lagarita. Combina uma logn neck de cerveja pilsen bem gelada, uma dose de tequila, uma de Cointreau, xarope de limão e limão espremido.

Também na linha mexicana, Nigella inventou o blood maria, uma versão do blood mary com tequila, suco de tomate, uma dose de xerez, suco de limão e uma colher de chá de tabasco.

E por aí vai. Tem o petúnia (espumante seco, Cointreau e suco de toranja rosa), o prosecco sporco (prosecco com Campari), o margarita rosa (tequila, suco de limão e xarope de açúcar), o martini de chocolate (vodca, vermute e creme de cacau transparente)...

Moral da história: a Nigella tem combustível de sobra se quiser afogar as mágoas de sua recém anunciada separação com uma bebedeira.