Ambev x Femsa
As duas maiores cervejarias que atuam no mercado brasileiro estão em pé de guerra. Nesta semana, a justiça determinou que a Ambev retire do mercado sua mais nova cerveja, a Puerto do Sol. A ação foi movida, claro, pela Femsa, que considera que a multinacional brasileira fez uso indevido da marca, não por acaso comercializada em garrafa transparentes. A Ambev irá recorrer da decisão.
A Ambev, por sua vez, questionou na justiça o padrão visual da nova versão da Sol, lançada recentemente pela Femsa, acusando sua concorrente de utilizar embalagens parecidas com a ceveja Skol. Aliás, vocês perceberam como os nomes são parecidos?
Cultura de boteco. Histórias, notícias e bobagens do mais democrático dos espaços gastronômicos
29 de novembro de 2006
27 de novembro de 2006
Festa no Recife

Os festivais gastronômicos de comida de botequim espalharam-se pelo país, na onda do Comida di Buteco, de Belo Horizonte, e do Boteco Bohemia, em São Paulo. No final de semana passado aconteceu a premiação do Roda de Boteco Recife.
O campeão do concurso foi a Chopperia Companhia (a foto deste post é do ambiente do lugar). Localizado na praia de Boa Viagem, pertinho da praia, o bar-restaurante foi aberto em 1985 como uma casa para sanduíche. Sua especialidade é a picanha grelhada e o chope, servido todo pimpão, com colarinho regulamentar.
O segundo e terceiro colocados foram, respectivamente, o Bar da Geralda e o Bar da Fava.

Os festivais gastronômicos de comida de botequim espalharam-se pelo país, na onda do Comida di Buteco, de Belo Horizonte, e do Boteco Bohemia, em São Paulo. No final de semana passado aconteceu a premiação do Roda de Boteco Recife.
O campeão do concurso foi a Chopperia Companhia (a foto deste post é do ambiente do lugar). Localizado na praia de Boa Viagem, pertinho da praia, o bar-restaurante foi aberto em 1985 como uma casa para sanduíche. Sua especialidade é a picanha grelhada e o chope, servido todo pimpão, com colarinho regulamentar.
O segundo e terceiro colocados foram, respectivamente, o Bar da Geralda e o Bar da Fava.
24 de novembro de 2006
Rio Botequim

A sétima edição do guia de botecos do Rio de Janeiro foi lançado ontem, no Circo Voador. Eu ainda não tive o privilégio de folhear a publicação - alguém se habilita em me dar um exemplar de Natal? A editora Casa da Palavra informa que o foco desta vez está na típica culinária carioca de botequim. Além de trazer o perfil de 71 casas, o guia apresenta truques de preparo e conta histórias de 20 pratos e petiscos tradicionais, como a empada de camarão, o bolinho de bacalhau e a feijoada.
Quando eu comprar o guia (152 páginas, R$ 29,90), ou ganhar de alguma boa alma de Natal, faço comentários aqui no blog...

A sétima edição do guia de botecos do Rio de Janeiro foi lançado ontem, no Circo Voador. Eu ainda não tive o privilégio de folhear a publicação - alguém se habilita em me dar um exemplar de Natal? A editora Casa da Palavra informa que o foco desta vez está na típica culinária carioca de botequim. Além de trazer o perfil de 71 casas, o guia apresenta truques de preparo e conta histórias de 20 pratos e petiscos tradicionais, como a empada de camarão, o bolinho de bacalhau e a feijoada.
Quando eu comprar o guia (152 páginas, R$ 29,90), ou ganhar de alguma boa alma de Natal, faço comentários aqui no blog...
17 de novembro de 2006
Rio ou São Paulo?

O Boteco Belmonte, do Rio de Janeiro, é o melhor exemplo de um boteco carioca paulistanizado. Parece muito mais o Pirajá, na Faria Lima, do que o centenário Bar Luiz, o Bracarense ou o Jobi. A matriz, no Flamengo, ainda mantém um pouco daquela confusão organizada dos botecos mais antigos, com mesas improvisadas e muita gente tomando um chopinho de pé.
Mas suas filiais (Leblon, Ipanema, Copacabana, Centro e Jardim Botânico) venderam de vez a alma a um formato criado em São Paulo - tem até um cercadinho de ferro para que ninguém saia sem pagar e controlar quem está entrando no bar.
Isso não significa de forma alguma que o bar não seja bom. Seus salgadinhos, por exemplo, são muito gostosos. Em vez de porções, eles são vendidos por unidade. O garçom passa com uma bandeja, como se fosse o chope, e oferece pastéis, bolinhos, empadas e outras comidinhas. A empada aberta de carne-seca com catupiry e o pastel de siri têm a aprovação do Bares e Futilidades.

O Boteco Belmonte, do Rio de Janeiro, é o melhor exemplo de um boteco carioca paulistanizado. Parece muito mais o Pirajá, na Faria Lima, do que o centenário Bar Luiz, o Bracarense ou o Jobi. A matriz, no Flamengo, ainda mantém um pouco daquela confusão organizada dos botecos mais antigos, com mesas improvisadas e muita gente tomando um chopinho de pé.
Mas suas filiais (Leblon, Ipanema, Copacabana, Centro e Jardim Botânico) venderam de vez a alma a um formato criado em São Paulo - tem até um cercadinho de ferro para que ninguém saia sem pagar e controlar quem está entrando no bar.
Isso não significa de forma alguma que o bar não seja bom. Seus salgadinhos, por exemplo, são muito gostosos. Em vez de porções, eles são vendidos por unidade. O garçom passa com uma bandeja, como se fosse o chope, e oferece pastéis, bolinhos, empadas e outras comidinhas. A empada aberta de carne-seca com catupiry e o pastel de siri têm a aprovação do Bares e Futilidades.
14 de novembro de 2006
A cerveja Ballantine
A marca não tem nada a ver com o bom e velho uísque Ballantine's, da destilaria aberta em 1827 por George Ballantine em Glasgow, na Escócia. Pouco conhecida por aqui, a cerveja Ballantine Ale foi uma das mais consumidas nos Estados Unidos até o final dos anos 1960. A bebida foi lançada em 1840 pelo imigrante escocês Peter Ballantine, que aparentemente não tinha nada a ver com o fomentador do 'Bala 12'.
Os três anúncios abaixo mostram um pouco de como a cerveja aparecia nas propagandas de revista. A velha bolacha de chope traz em evidência os três anéis de seu logotipo. Hoje, a marca perdeu força. Comercializada pela Pabst Brewing Compant, a cerveja é encontrada em lojas especializadas na costa leste americana.




A marca não tem nada a ver com o bom e velho uísque Ballantine's, da destilaria aberta em 1827 por George Ballantine em Glasgow, na Escócia. Pouco conhecida por aqui, a cerveja Ballantine Ale foi uma das mais consumidas nos Estados Unidos até o final dos anos 1960. A bebida foi lançada em 1840 pelo imigrante escocês Peter Ballantine, que aparentemente não tinha nada a ver com o fomentador do 'Bala 12'.
Os três anúncios abaixo mostram um pouco de como a cerveja aparecia nas propagandas de revista. A velha bolacha de chope traz em evidência os três anéis de seu logotipo. Hoje, a marca perdeu força. Comercializada pela Pabst Brewing Compant, a cerveja é encontrada em lojas especializadas na costa leste americana.




13 de novembro de 2006
Comida muito boa

A terceira edição do Boteco Bohemia terminou neste final de semana com a divulgação dos vencedores na Festa da Saideira, no Moinho de Santo Antonio. O evento é uma espécie de festa junina patrocinada pela Bohemia. Em vez de barraquinhas xumbregas, quiosques com comidinhas preparadas pelos melhores bares de São Paulo. Uma grande idéia - e um ótimo negócio para todo mundo.
O vencedor deste ano foi a Surpresa de Dona Idalina (berinjela recheada com carne moída, mussarela, tomate seco e manjericão), do Bar do Luiz Fernandes. É gostoso, mas siceramente nada espetacular. O boteco da ZN é bicampeão, pois no ano passado havia vencido o concurso com o seu maravilhoso bolinho de bacalhau.
Os outros dois premiados no quesito comida de boteco foram a lingüiça do titio ao forno, do Botequim Bar e Grill, e a coxinha catupiry, criação do Veloso em parceria com a cozinheira Sandra.
Menção honrosa para pelo menos outros três petiscos, que mereciam melhor sorte no concurso: a tapioca com carne-seca, do Bar Mocotó (Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100, Vila Medeiros); o canudinho de camarão, do Mascotinho (Rua Casemiro de Abreu, 482, Campo Belo), e a punheta de bacalhau azeitada, do Miradouro (Rua Apeninos, 883, Paraíso). Quem não foi à festa, vale a pena visitar cada um destes lugares para provar as comidinhas.

A terceira edição do Boteco Bohemia terminou neste final de semana com a divulgação dos vencedores na Festa da Saideira, no Moinho de Santo Antonio. O evento é uma espécie de festa junina patrocinada pela Bohemia. Em vez de barraquinhas xumbregas, quiosques com comidinhas preparadas pelos melhores bares de São Paulo. Uma grande idéia - e um ótimo negócio para todo mundo.
O vencedor deste ano foi a Surpresa de Dona Idalina (berinjela recheada com carne moída, mussarela, tomate seco e manjericão), do Bar do Luiz Fernandes. É gostoso, mas siceramente nada espetacular. O boteco da ZN é bicampeão, pois no ano passado havia vencido o concurso com o seu maravilhoso bolinho de bacalhau.
Os outros dois premiados no quesito comida de boteco foram a lingüiça do titio ao forno, do Botequim Bar e Grill, e a coxinha catupiry, criação do Veloso em parceria com a cozinheira Sandra.
Menção honrosa para pelo menos outros três petiscos, que mereciam melhor sorte no concurso: a tapioca com carne-seca, do Bar Mocotó (Avenida Nossa Senhora do Loreto, 1100, Vila Medeiros); o canudinho de camarão, do Mascotinho (Rua Casemiro de Abreu, 482, Campo Belo), e a punheta de bacalhau azeitada, do Miradouro (Rua Apeninos, 883, Paraíso). Quem não foi à festa, vale a pena visitar cada um destes lugares para provar as comidinhas.
9 de novembro de 2006
O clone da Guinness
Entre as novidades no atualmente disputadíssimo mercado brasileiro de cerveja está o lançamento do chope escuro Brahma Black, em outubro.
Servida em copo especial, de 400 mililitros, a bebida lembra na aparência a bicentenária cerveja irlandesa. A maior cremosidade da espuma é resultado de o líquido sair da chopeira com uma mistura de gás carbônico e nitrogênio.
As coincidências param por aí. Ao contrário da Guinness, uma maravilhosa stout de sabor marcante, o Brahma Black é um levinho lager escuro, para beber no verão. Alguns amigos encontraram no gosto levemente adocicado uma similaridade com a cerveja Malzibier. Nem tanto, nem tanto...
Entre as novidades no atualmente disputadíssimo mercado brasileiro de cerveja está o lançamento do chope escuro Brahma Black, em outubro.
Servida em copo especial, de 400 mililitros, a bebida lembra na aparência a bicentenária cerveja irlandesa. A maior cremosidade da espuma é resultado de o líquido sair da chopeira com uma mistura de gás carbônico e nitrogênio.
As coincidências param por aí. Ao contrário da Guinness, uma maravilhosa stout de sabor marcante, o Brahma Black é um levinho lager escuro, para beber no verão. Alguns amigos encontraram no gosto levemente adocicado uma similaridade com a cerveja Malzibier. Nem tanto, nem tanto...
24 de setembro de 2006
Os melhores de 2006 e um compromisso
Nada melhorar retomar o blog com breves comentários sobre os bares vencedores na votação da edição Comer e Beber 2006 de São Paulo, publicada pela Vejinha, e da qual eu sou um dos jurados.
Os premiados foram revelados numa festa bem bacana, realizada no espaço para eventos da Estação Julio Prestes. A felicidade de todos os vencedores, e de quase todos os indicados, mostra a importância deste prêmio para que eles mantenham a luta para a alegria de todo mundo que toma uma cervejinha.
Eis a lista dos campeões em cada categoria:
- Boteco: Frangó (lugar sensacional, embora eu de vez em quando relute em encaixá-lo na categoria boteco);
- Carta de Cachaças: Universidade da Cachaça (traz tudo do bom e de melhor da brasilidade etílica; vale mencionar a autenticidade do Terra Nova, barzinho bacana no pé da Serra da Cantareira que recebeu um único voto - o meu :-)) ;
- Chope: Original (é definitivamente o novo Léo);
- Fim de noite: Filial (pode aparecer por lá às 4 da manhã e pedir sem emdo um bife-arroz-feijão-fritas);
- Happy hour: Devassa (derrapa dos jurados; bonitinho, mas ordinário);
- Hotel: Skye (charmoso, mas é muito mais um restaurante);
- Música ao vivo: Grazie a Dio! (após uma fase muito instável, voltou ao auge. Sua segunda é a melhor da cidade);
- Para dançar: CB Bar (galera descolada que curte rock; pode ficar com fome que, diferente da maior parte das casas do gênero, prepara um bom rango);
- Para ir a dois: Baretto (fora do meu orçamento, mas referendado pela grife Fasano);
- Para Paquerar: Vacavéia (o melhor boteco da nova geração);
- Pub: All Black (os donos tentam fazer outro melhor mas não conseguem; é muito bom em ambiente e comida);
- Barman do ano: Souza, do Veloso (Sua caipirinha é imbatível. Cachaça, limão e açúcar sempre na medida certo, mesmo quando o bar está lotado).
Deixei por último o compromisso: que este blog seja atualizado todas as semanas, com notícias, opiniões e histórias curiosas sobre bares. É o embrião da revista bares e futilidades.
Nada melhorar retomar o blog com breves comentários sobre os bares vencedores na votação da edição Comer e Beber 2006 de São Paulo, publicada pela Vejinha, e da qual eu sou um dos jurados.
Os premiados foram revelados numa festa bem bacana, realizada no espaço para eventos da Estação Julio Prestes. A felicidade de todos os vencedores, e de quase todos os indicados, mostra a importância deste prêmio para que eles mantenham a luta para a alegria de todo mundo que toma uma cervejinha.
Eis a lista dos campeões em cada categoria:
- Boteco: Frangó (lugar sensacional, embora eu de vez em quando relute em encaixá-lo na categoria boteco);
- Carta de Cachaças: Universidade da Cachaça (traz tudo do bom e de melhor da brasilidade etílica; vale mencionar a autenticidade do Terra Nova, barzinho bacana no pé da Serra da Cantareira que recebeu um único voto - o meu :-)) ;
- Chope: Original (é definitivamente o novo Léo);
- Fim de noite: Filial (pode aparecer por lá às 4 da manhã e pedir sem emdo um bife-arroz-feijão-fritas);
- Happy hour: Devassa (derrapa dos jurados; bonitinho, mas ordinário);
- Hotel: Skye (charmoso, mas é muito mais um restaurante);
- Música ao vivo: Grazie a Dio! (após uma fase muito instável, voltou ao auge. Sua segunda é a melhor da cidade);
- Para dançar: CB Bar (galera descolada que curte rock; pode ficar com fome que, diferente da maior parte das casas do gênero, prepara um bom rango);
- Para ir a dois: Baretto (fora do meu orçamento, mas referendado pela grife Fasano);
- Para Paquerar: Vacavéia (o melhor boteco da nova geração);
- Pub: All Black (os donos tentam fazer outro melhor mas não conseguem; é muito bom em ambiente e comida);
- Barman do ano: Souza, do Veloso (Sua caipirinha é imbatível. Cachaça, limão e açúcar sempre na medida certo, mesmo quando o bar está lotado).
Deixei por último o compromisso: que este blog seja atualizado todas as semanas, com notícias, opiniões e histórias curiosas sobre bares. É o embrião da revista bares e futilidades.
5 de maio de 2006
Para ninguém perder a hora

O Bar do Magrão (Rua Agostinho Gomes, 2988, (11) 6161-6649) é um daqueles botecos que guardam a autenticidade em seu DNA. O Magrão, o caricaturado acima é ele, fez tudo do seu jeito, sem contar com a ajuda financeira de nenhuma daquelas cervejarias multinacionais que tentam impor seu estilo. O cardápio tem dezenas de cervejas, muitas delas importadas, e uma excelente batida de amendoim, receita de família. A inusitada decoração tem espaço até para uma múmia pendurada no lustre ao lado de caixa da cerveja belga Deus, aquela que custa os olhos da cara. Repare as mais de duas dezenas de relógios nas paredes, a maioria presente de amigos. Não importa a hora, todos marcam pontualmente 16h45: o horário de abertura do bar. A sensação é que a noite sempre é uma criança.

O Bar do Magrão (Rua Agostinho Gomes, 2988, (11) 6161-6649) é um daqueles botecos que guardam a autenticidade em seu DNA. O Magrão, o caricaturado acima é ele, fez tudo do seu jeito, sem contar com a ajuda financeira de nenhuma daquelas cervejarias multinacionais que tentam impor seu estilo. O cardápio tem dezenas de cervejas, muitas delas importadas, e uma excelente batida de amendoim, receita de família. A inusitada decoração tem espaço até para uma múmia pendurada no lustre ao lado de caixa da cerveja belga Deus, aquela que custa os olhos da cara. Repare as mais de duas dezenas de relógios nas paredes, a maioria presente de amigos. Não importa a hora, todos marcam pontualmente 16h45: o horário de abertura do bar. A sensação é que a noite sempre é uma criança.
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