Os pôsteres da Guinness são tão emblemáticos quanto o amargor marcante e a espuma espessa da cerveja.
Os mais clássicos têm a assinatura do ilustrador inglês John Gilroy, que durante trinta anos produziu dezenas cartazes com tucanos, pinguins, jacarés e muuuuuuuuuuuuuitos pints.
O primeiro deles foi em 1930 quando desenvolveu a premiada campanha ‘Guinness Is Very good For You’, com um guarda de zoológico ficando maluco para controlar a ânsia dos animais pela stout.
A inspiração natalina teve seu quinhão da criatividade de Gilroy – tem até uma árvore de Natal só de Guinness, Vejam que bacanas:
Cultura de boteco. Histórias, notícias e bobagens do mais democrático dos espaços gastronômicos
8 de dezembro de 2014
7 de maio de 2014
Um pinguim num boteco na Baixada Fluminense
Acredite se quiser: um pinguim passou uma temporada no botecão aí acima, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. A ave foi levada ao bar por um cliente que a encontrou em uma praia do Rio de Janeiro. De cara, conquistou a simpatia do dono, o português Belmiro Rodrigues, na foto de camisa branca e gravata atrás do balcão. O bicho era tratado como de estimação. ‘Seu Belmiro’ comprava sardinhas para alimentá-lo e sempre deixava por perto uma bacia d’água com cubos de gelo para refrescar o animal antártico no calorão típico da região. O bicudo, que tinha perto de 30 centímetros de altura, ficou lá por três meses, com livre circulação no meio da galera.
O Café, Bar e Bilhar Original funcionou de meados dos anos 1960 até o começo da década seguinte em um imóvel no centro da cidade, exatamente onde hoje está o Shopping Matriz. O local era enorme: além das mesas da entrada, tinha um salão com doze mesas de bilhar e uma barbearia ao fundo. Abria de manhã, com pães na chapa para quem ia pegar o trem, até de noite, entre sanduíches de carne e tábuas de frios. Todo mundo ia ali, do padre ao prefeito – o que fazia do bar, entre chopes e tacadas, cenário de muitas decisões políticas do município, que conquistou sua autonomia de Nova Iguaçu em 1947.
12 de novembro de 2013
O clássico Pirandello, por Ignacio de Loyola Brandão
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| Antonio Maschio e Waldimir Soares, responsáveis pelo Spazio Pirandello. FOTO: Arquivo/Estadão |
"Te encontro à noite no Pirandello", era a combinação usual. Aliás, o bar só abria à noite. Seria bar? Ou era um estado de espírito, para usar um clichê afetivo? De mítico, tornou-se lendário. Havia pessoas que ligavam: indo a São Paulo, você me leva ao Pirandello? Lugar encantado e encantador. Levar alguém significava um bom início de noite. Promissor, para quem quer que fosse, homem ou mulher, ou todas tendências, escolhas. Difícil resistir, ganhávamos mais milhas do que uma viagem ao redor de mundo nas empresas aéreas de hoje. Mas o que tinha o Pirandello de tão especial, diferente? Nada e tudo. Teve gente que entrou e dizia: mas é isso? Ao sair, reconhecia: nunca pensei que fosse tudo isso!
O Pirandello era um bar, restaurante antiquário, brechó, livraria, clube privê onde todos eram sócios, sala de visitas da minha, da sua, da casa de todos nós, ponto de encontro, lounge (para usar termo moderno), sala vip. Tinha um estilo de decoração? Tinha, não sei qual. As coisas seguiam ao sabor do que havia disponível, mudavam quadros, estatuetas, bibelôs, abajures, espelhos, lustres, vasos, ora estávamos num ambiente art-deco, ora art-nouveau, ou barroco, clean, modernista. E o que era modernista?
Tédio não havia. Nem repetição. Nem bom ou mau gosto. Havia o Pirandello onde se chegava cedo para achar lugar. Quem chegava ficava e não se via cara feia, nem garçom rondando a mesa terminado o jantar, querendo estender a conta. Ou estarei dourando a pílula? Ou, se houvesse tais inconvenientes tão normais hoje, não me lembro, não ligava, pouco me importava. Se houvesse livro de ponto, vocês veriam que foram poucas as minhas faltas. Poucas as faltas de todo mundo. Quem era todo mundo? Escritores, jornalistas, artistas, pintores, diretores de teatro e cinema, economistas, publicitários, desocupados, fazendeiros, portuários, normalistas, livreiros, guarda-livros, bancários, banqueiros, alfaiates, arquitetos, advogados, agrônomos, modelos, penetras. Descolados e caretas.
Quis sempre a mesa que dava para a escada que descia ao andar inferior (porão, ou subsolo), onde Anaelena, Cristina e Patricia abriram uma filial da Capitu, a livraria onde as coisas aconteciam. Capitu e Pirandello eram como que irmãos siameses, um extensão do outro. No salão tínhamos visão total das mesas e os espelhos auxiliavam na paquera, colocados estrategicamente, refletindo todos os ângulos, segundo a arguta redatora de publicidade Lu Franco.
Quem juntava gente como Paulo Caruso, fidelíssimo, Caio Fernando Abreu, Joyce Cavalcanti, Mario Prata, Ivan Angelo, Raduan Nassar (acreditem, eu o vi lá), Washington Olivetto, Ruth Escobar, Lina Wertmüller, Jô Soares, Fernando Henrique Cardoso, Eder Jofre, Pedro Herz, Marcos Rey, Lygia Fagundes Telles, Ricardo Carvalho, Elba Ramalho, Sandra Pera, Lennie Dale, Raul Cortez, Paulo Autran, Karin Rodrigues, Walter Hugo Khoury, Anselmo Duarte, Paulo Bonfim, Antunes Filho, Ana Maria Martins, Ricardo Ramos (um que faz muita falta), que, certa vez, levou o retrato de seu pai, Graciliano, pintado por Portinari para uma exposição e o retrato ficou meses na parede. Jantei olhando para ele muitas noites.
Luis Fernando Verissimo esteve lá quando a Capitu fez uma exposição sobre o Érico. Chegou tímido e o Maschio, louco como sempre, a falar agitado, queria porque queria um boné do Érico para pôr sobre uma máquina de escrever que estava no 'cenário'. As meninas da Capitu já tinham conseguido originais e desenhos do pai de Luis Fernando. Mas boné? Não havia. Maschio não hesitou, pegou um boné dele mesmo e disse pro mundo que era do Érico.
Quem colocava as pessoas mais diferentes num mesmo lugar, divertindo-se naquele final dos anos 70, inicio dos 80, tempo de ditadores, censores, inflação alta, overnight, em que se falava de anistia, em que dançar era ter entrado pelo cano e chocante, maneiro, porreta, joia, estou contigo e não abro eram gírias e expressões do cotidiano? Tempo das Frenéticas, do Tititi, dos Dzi Croquetes, de Porcina, Hulk, do saque de vôlei viagem às estrelas, de Malu Mader e de Malu Mulher? Uma frase de Oscar Wilde poderia estar sobre o portão de entrada: "A vida é muito importante para ser levada à sério". Ultrapassávamos o portãozinho de ferro, percorríamos um corredor de ladrilhos hidráulicos e estávamos dentro.
Quem comandava aquela nau de insensatos? Maschio e Wladimir Soares, inseparáveis como o Gordo e o Magro, Tom e Jerry, como os Três Patetas, os irmãos Marx, os policiais rodoviários Chips, o senhor Roarke (Ricardo Montalban) e o anão Tatoo (Hervé Villachaizel), a Gata e o Rato, Ziraldo e o menino maluquinho. Wladi com seu chapéu coco e seu bigodinho Carlitos, Maschio surpreendendo com fantasias diversas, mas podíamos reconhecê-lo pelo riso escancarado, debochado. Nunca o vi de cara amarrada, nem para baixo, de mau humor. Sempre alto astral, mesmo quando soube do câncer que terminaria com ele.
Desde os tempos em que fazia patês maravilhosos que os amigos consumiam e que o sustentaram por anos, Maschio iluminou a cena paulistana. Iluminou no sentido integral, à frente do Pirandello ou funcionando como um pião naquilo que hoje se chama rede social, fazendo conexões para manifestos contra o regime, a favor das Diretas Já, ou promovendo leilões beneficentes. Certa noite ali vi Ulisses Guimarães e dona Mora comendo o famoso Frango a Isadora Duncan, prato chefe, que saía da cozinha em linha de produção esmerada. Naquele tempo, apesar de tudo, acreditávamos naquele jingle de uma calça jean, a US Top: "Liberdade é uma calça velha, azul e desbotada". A certa altura, já fechado o Pirandello, Maschio sobreviveu vendendo tudo o que tinha. Ou promovendo jantares inesquecíveis pelo cardápio e pela elegância da mesa. Semana passada Maschio se foi aos 66 anos. Muito cedo para morrer. Qualquer idade é cedo para morrer.
Maschio foi um dos símbolos de uma São Paulo que, como parte de um Brasil sufocado, cantava com as Frenéticas o tema da novela Dancing'Days: "Abra suas asas/ solte suas feras/ caia na gandaia/ entre nessa festa".
2 de outubro de 2013
Mais uma gringa no Brasil: a holandesa Hertog Jan
A Ambev vai importar mais uma cerveja do riquíssimo portfólio de mais de 200 marcas da AB inbev. A escolhida da vez é a Hertog Jan, fabricada na cidadezinha holandesa de Arcen.
Seu nome é homenagem ao duque dom João I de Brabante (Hertog é duque em holandês), um príncipe feudal do século XIII conhecido por seus filhos ilegítimos e um dos possíveis inspiradores do personagem Gambrinus, o patrono não oficial da cerveja.
Aqui no Brasil serão comercializadas as versões Dubbel (feita com malte torrado escuro, malte de trigo, açúcar de cerveja e corante caramelo), Tripel (de coloração dourada escura e graduação alcoólica de 8,5%) e a Grand Prestige (escura, mais conhecida como ‘vinho de cevada’ por seu aroma frutado e com teor alcoólico de 10%).
As garrafinhas de 500 mililitros estão à venda pela internet no www.emporiodacerveja.com.br, site de comércio eletrônico da própria Ambev. Cada uma custa 30 reais.
Em 2013, a Ambev trouxe também para o Brasil a versão rosée da belga Hoegaarden e a alemã Spaten Oktoberfest. O conjunto de importados da empresa inclui também a belga Leffe (a melhor delas!), a alemã Franziskane, a argentina Quilmes e a uruguaia Norteña.
1 de outubro de 2013
Stan Laurel engarrafa vinho. E enche a cara
A onda atual de fabricar a própria cerveja em casa esbarra em uma tentação: a de encher a cara antes mesmo da bebida descansar na garrafa. Uma cena de 'O Gordo e O Magro' mostra o que pode ocorrer quando um mestre-cervejeiro atrapalhado se esforça para a última fase do processo de fabricação e se rende antes de completar a tarefa. Stan Laurel se enrola com a mangueira e fica bêbado antes de encerrar o serviço. Confira o engraçadíssimo vídeo:
30 de setembro de 2013
Aperol spritz quer seduzir os brasileiros
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| Cartaz da década de 1990 de autoria de Lorenzo Mattotti |
Bares paulistanos vão ganhar um ar europeu neste verão. Pelo menos é essa a expectativa do pessoal de marketing da Campari ao apresentar um projeto para convencer os brasileiros a experimentar (e beber muitos) o drinque aperol spritz.
O coquetel tem o leve amargor do Aperol, bitter criado em 1919 em Padova, na região italiana do Vêneto, e comprado pela Campari em 2003. Sua marca registrada é a coloração alaranjada. Com 11º de teor alcoólico, a bebida é uma infusão de ruibarbo, genciana, quina e outros ingredientes.
Completam a receita (facílima de preparar) espumante, água com gás (o spritz, vindo do alemão) e muito gelo. Para ninguém errar, a receita vem na embalagem do aperitivo.
O coquetel tem seu charme. Ele foi escolhido em 2011 pelo ‘The New York Times’ como a bebida do verão na Europa. O visual cor de laranja, a leveza do espumante e sabor suave contribuem para atrair as mulheres – os paladares masculinos experientes vão continuar preferindo um bom negroni com Campari.
O primeiro passo da Embaixada Aperol Spritz, nome do projeto, é ensinar barmen a preparar o coquetel da maneira adequada, mostrando alguns segredinhos. Serão onze estabelecimentos 'certificados' em São Paulo até o fim do ano. O plano é incluir Rio de Janeiro e Florianópolis no roteiro no ano que vem. A responsável pela tarefa de difundir o aperol spritz é da bartender Talita Simões.
Assim como outras bebidas italianas, cartazes serviram de ferramenta de propaganda. Confira alguns deles.
25 de setembro de 2013
Oktoberfest: 7.100.000 litros de cerveja em 16 dias
São impressionantes os números da Oktoberfest de Munique, na Alemanha, que começou em 21 de setembro e vai até 6 de outubro. Confira
A maior festa de cerveja do mundo vende 7.100.000 litros de cerveja
Para contrabalançar o álcool, o público manda para dentro 69.000 joelhos de porco e 119.000 salsichas e 505.000 frangos
Ajudam a reduzir a bebedeira 245.000 litros de café ou chá
Os pobres de espírito bebem 151.000 litros de cerveja sem álcool e 514.000 litros de água ou limonada.
Ao todo, os 64.000.000 de visitantes gastam 830.000.000 de euros e deixam para trás 678 toneladas de lixo
12.000 pessoas trabalham nos 14 pavilhões para garantir a festa
Como é preciso tirar água do joelho para beber mais, os organizadores disponibilizam 980 banheiros.
(os números representam a média dos últimos anos. fonte: revista de bordo da United Airlines)
19 de setembro de 2013
Beer Experience: bom para curtir, ruim para cervejar
O Beer Experience é prova do enorme interesse dos brasileiros por cervejas especiais. Depois de duas edições paulistanas em espaços limitados, os organizadores levaram o evento pela primeira vez para um lugar nobre: a Bienal do Parque do Ibirapuera. A expectativa é receber 20 mil visitantes nos três dias de festa em São Paulo, que ocorre de 27 a 29 de setembro. Além disso, o festival desembarcará no Rio de Janeiro na primeira semana de outubro em Brasília em novembro
A promessa, pelo menos na terra bandeirante, é servir mais de 500 rótulos do Brasil e de outros países (Estados Unidos, Bélgica e Alemanha, entre eles). A oferta inclui receitas das cervejarias Colorado, Way, Karavelle, Bamberg, Brooklyn, Da Backer, Duvel, Coruja e Dama Bier – o site oficial, pelo menos até hoje, não traz a lista completa das bebidas que poderão ser degustadas. O preço está lá: as doses serão vendidas de 4 a 200 reais
A balada no Ibira abrange pratos criados por chefs de cozinha, harmonização, uma área exclusiva para cervejas de bandas de rock, uma loja temática e um grande show por noite. As atrações musicais são os roqueiros do Matanza, na sexta; Seu Jorge, no sábado, e Demônios da Garoa, no domingo. No Rio, foram escalados Seu Jorge e Teresa Cristina. .
As apresentações servem de justificativa para cobrar entrada de até 90 reais (até 240 reais para quem quiser se esbaldar de cerveja Karavelle até dizer chega), um valor absurdamente alto para um festival de proposta cervejeira. O ingresso dá direito a um copo e a um chope da Brooklyn Brewery – o que convenhamos não é nenhuma novidade para quem se interessa um pouquinho mais pelo assunto.
Moral da história: vale pelo astral, para cruzar com gente que conhece do assunto, mas se quiser mesmo curtir uma cerveja sem ser atropelado por meio Pacaembu, invista seus 90 mangos em alguns dos bons bares cervejeiros que se espalham por aí.
12 de setembro de 2013
Exposição em LA: arte em bolachas de chope
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| Brice Eichelberger |
A mostra está em cartaz na galeria La Luz de Jesus Gallery durante a L.A Beer Week, que ocorre de 19 a 29 de setembro.
São mais de 400 trabalhos produzidos por dezenas de artistas em porta-copos de quatro polegadas (um tico a mais que 10 centímetros). Tem um pouco de tudo: desenho a lápis, pinturas a óleo, acrílico, construções em 3D...
As peças são lindas. Confira algumas delas abaixo (a legenda traz o nome do artista). Neste link aqui, é possível ver todas as obras de arte.
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| Kelly Parra |
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| Nate Otto |
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| Jiyoung Paige Moon |
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| Marc C. Willey |
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| Cathie Black |
10 de setembro de 2013
Propaganda espetacular da cerveja Guinness
São raros os anúncios publicitários de cerveja que optam por não ‘sensualizar’.
A Guinness lançou na semana passada um deles. Vale ver e rever. O vídeo é uma grande lição de amizade. Confira:
A Guinness lançou na semana passada um deles. Vale ver e rever. O vídeo é uma grande lição de amizade. Confira:
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