2 de outubro de 2007

Pertinho da Paulista

Um sobrado no final da Angélica, quase na esquina com a Paulista, abriga um bar que tem tudo para ter vida longa na noite paulistana. O Salommão Bar reúne um ambiente charmoso, boa carta de bebidas e comidinhas originais e bem-preparadas.

Estive lá um par de vezes, sempre bem-atendido. O site informa que a casa pertenceu a um marceneiro europeu que veio para São Paulo ensinar no Liceu de Artes e Ofício. Os donos reformaram o local e fizeram uma charmosa varanda. Quem fica ali, nos dias frios, recebe cobertores para esquentar as pernas.

O bolinho de batata com espinafre (foto) é uma ótima supresa. Macio, textura leve, muito gostoso. A lingüiça de cordeiro na brasa é outra opção bacana.

É um dos poucos lugares de São Paulo a incluir no cardápio três variedades de grappa, aguardente feita a partir da casca da uva. O que mais sai mesmo são as garrafas e garrafas das 35 marcas de cervejas disponíveis. Baldes de gelo ao lado da mesa garantem a temperatura. Experimente a fluminense Therezópolis. E volte outras vezes.



24 de setembro de 2007

Bares nas artes

O e-enzine http://www.bardoescritor.net/ juntou pinturas, ilustrações e cartuns que mostram como os bares foram retratados em diferentes épocas. Alguns deles estão abaixo. Na hora, uma pintura de Edouard Manet (A Bar at the Folies-Bergère, de 1882), uma representação de um boteco caipira feita pelo artista plástico João Werner e outra de um gringo, Carl B. Johnson, mostrando, claro, o melancólico clima de um melancólico bar americano.




21 de setembro de 2007

Elídio, o melhor boteco de SP.



A Vejinha publica neste final de semana sua edição anual com 250 dicas de bares de São Paulo (por acaso, o anuário etílico-gastronômico também lista 500 restaurantes e 250 comidinhas). Dez jurados elegeram os melhores em 11 categorias.

Os vencedores foram conhecidos em uma bela festa ontem à noite, no Tom Brasil. O mais orgulhoso entre todos eles era mooquense Elídio Raimondi. Embora sempre estivesse presente entre as indicações do júri nos onze anos da publicação, pela primeira vez ele teve o prazer de ver o Elídio Bar ser premiado com o título de melhor boteco. Uma honra merecida para seus 34 anos de história.

Conheça os outros vencedores, com breves comentários:

Carta de cervejas - Frangó Além das dezenas de opções nacionais e gringas, tem dois donos que entendem tudo do assunto.

Chope - Original Cremoso, leve, gelado. Digno do melhor bar da cidade.

Cozinha - Astor Preços acima da média. Bom para encher o estômago tarde da noite. Prove o picadinho.

Fim de Noite - Genial Dos mesmos donos do Filial, os irmãos Altmann. Alguma dúvida de como eles são boêmios?

Happy Hour - Salve Jorge (centro) Merecido. Fico com a relação feita pelo redator da revista com uma frase de Marcos Rey: "o ponto ideal, a casa do meio do caminho entre o trabalho exaustivo e o regresso do lar".

Hotel - Skye Ganhou porque é um bar de hotel sem cara de bar hotel.

Música ao vivo - Baretto Muita sofisticação, pouca alma

Para ir a dois - Salommão Recomendado também para uma happy hour para quem trabalha na região da Paulista que fica perto da Consolação. O charme e a iluminação meia-luz das mesas da entrada garantem um ar romântico. (Tô devendo uma resenha completa do lugar)

Para Paquerar - Bellini Caro. O preço para ver gente bonita e bem-arrumada.

Barman do Ano - Souza (Veloso) Sua caipirinha é imbatível. Vale a pena ficar bêbado com sua receita de limão com gengibre. Com cachaça, por favor. Pedir caipirinha de vodca é quase um sacrilégio.

14 de setembro de 2007

Guinness na Copa do Mundo de Rúgbi

A Copa do Mundo de Rúgbi está acontecendo na França. Grego para nós, o esporte é especialmente popular nos países de colonização britânica. Os caras do marketing da Guinness aproveitaram o torneio para fazer um anúncio bem legal em P&B. Confira.

12 de setembro de 2007

A lista

A Ambev divulgou na semana passada os nomes dos 31 estabelecimentos que irão participar do Boteco Bohemia 2007, concurso de comida de botecos paulistanos que vai rolar de 1 a 31 de outubro. Os lugares foram escolhidos por votos do internautas entre 50 pré-selecionados.

Durante a campanha, valeu quase tudo. Os bares mandaram spams para os e-mails de seus bancos de dados (só eu recebi 4 deles) e abordaram seus clientes levando um notebook na mesa para garantir um votinho.

O resultado é uma lista que parece ter sido feito sob medida. Reúne desde excentridades como a cachaçaria Moendas e o Siri Kaskudo, ambos no Jaguaré, como os consagrados Pirajá, Jacaré Grill, Frangó, Veloso e Salve Jorge, impossíveis de ficar de fora de um concurso promovido por seus principais fornecedores. Boas surpresas: o Valadares, na Lapa, e o Guanabara, no centrão.

Os petiscos concorrentes ainda não foram divulgados.

A nota triste é ausência do tradicionalíssimo Elídio Bar, um dos grandes bares paulistanos, ótimo vendedor de chope, mas um pouco desplugado dos critérios definidos pelos organizadores. Uma pena.

Eis a lista completa:

- A Lapinha
- Dedo de Moça
- Academia da Gula
- Esquina Grill do Fuad
- Ao Bar Guanabara
- Famoso Bar do Justo
- Aperitivos Valadares
- Frangó
- Assembléia Bar
- Galinheiro Grill
- Bar Amigo Giannotti
- Jacaré Grill
- Bar da Vila
- Miradouro
- Bar do Arnesto
- Moendas
- Bar do Luiz Fernandes
- Pirajá
- Bar do Plínio
- Pompéia Bar
- Bar dos Cornos
- Portella Bar
- Bar Penha-Lapa
- Salve Jorge (Vila Madalena e Centro)
- Barbirô
- Santa Clara Bar
- Boteco Seu Zé
- Siri Kaskudo
- Botequim Bar e Grill
- Veloso Bar
- Cervejaria Patriarca

6 de setembro de 2007

Xá de urubu chique


Os brasileiros finalmente vão descobrir o sabor original do bitter Underberg. A versão brasileira da bebida, produzida aqui desde 1934, possui formulação própria desde os anos 40, quando a Segunda Guerra Mundial impediu a importação de algumas das ervas naturais que compõem a fórmula do tradicional digestivo.

Agora, os executivos da subsidiária prometem importar da Alemanha as charmosas garrafinhas de 20 mililitros, envoltas em com papel cor de palha. Dose única preparada por uma fórmula mantida em segredo há mais de 160 anos pelos descendentes de Hubert Underberg.

A variedade nacional segue no mercado, agora sob o nome de Brasilberg, mas com a mesma embalagem tradicional, de 920 ml. A intenção dos donos da marca é exportar para a Europa o gostinho brazuca do nosso bom e velho xá de urubu, como o Jaguar e outros botequeiros da velha guarda chamam carinhosamente o Underberg, para muitos deles a companhia perfeita para um chopinho gelado.

3 de setembro de 2007

Aqui jaz





A notícia chegou por um amigo que trabalha na Bovespa: o Dix fechou! "Os funcionários chegaram para trabalhar um dia destes e encontraram as portas fechadas", informou o colega.

É um triste fim para um dos botecos mais tradicionais do centro velho de São Paulo. Em plena Rua São Bento, o Ao Dix Bar, nome e sobrenome, foi desde o anos 70 até o mês passado local certo de happy hour para advogados, corretores da Bovespa, funcionários de cartório e outros profissionais da região.

Especialidades gastronômicas: a coxa creme e os sandubas preparados com queijos e frios. Para não cair nunca no esquecimento, que fique registrado algumas de suas receitas características:

Psicodélico: rosbife, salsinha, gorgonzola, copa e tomate

Bauru Adão: rosbife, queijo, tomate, cebola, bacon e molho tártaro

Atrapalhado: lombo, tender, azeitona, picles, provolone e tomate

Lingüeta: língua de boi à milanesa, gorgonzola, pimentão, pepino e azeitona

31 de agosto de 2007

Baco botequeiro



A emanação do Deus do vinho está cada vez mais intensa nos botecos paulistanos. O mais recente adepto do reino de Baco é o Jacaré Grill, clássico da Vila Madalena especializado em grelhados.

O bar lançou uma bem-montada carta de vinhos, com 45 opções de tintos, brancos e espumantes sugeridos pelo enófilo Ricardo Gonçalves. Seus garçons estão sendo treinados para servir e reconhecer a garrafa ideal para cada uma das comidinhas do bar.

Eu, sem medo de pecar, e embora reconheça a tendência, vou continuar pedindo a boa e velha cervejinha, que sempre está geladíssima por aqui. Tem mais cara de boteco. Ou tem bebida mais apropriada para acompanhar a ótima alheira portuguesa preparada na grelha, uma das grandes especialidades do Jacaré?

28 de agosto de 2007

Frangó, 20 anos

Um dos grandes bares paulistanos da história festeja duas décadas de existência. A comemoração incluiu um festival de harmonização entre cerveja e receitas de chef de cozinha, o lançamento da Heineken versão 600 ml, uma baladinha abastecida por suas afamadas coxinhas com catupiry e, principalmente, o privilégio de estampar seu logo num lote único de uma cerveja trapista.

A cerveja La Trappe Tripel - Reserva Especial Frangó 20 anos é uma cerveja clara, de alta fermentação e com 8% de teor alcoólico. Foram produzidas apenas 2.000 unidades. Com rótulo bilingüe, a garrafa de 750 ml custa R$ 56, se for consumida nas mesas do bar, ou R$ 47 para quem quiser levar para casa.

O Frangó, se é que alguém não conhece o lugar, fica no largo da Matriz da Senhora do Ó, na Freguesia, Zona Norte de São Paulo.




24 de agosto de 2007

A matemática da loba

Os caras do Tulípio abriram hoje um concurso bem-humorado no blog http://tulipio.nafoto.net/

Basta criar uma frase para o desenho abaixo. A melhor leva a preciosa coleção completa (de 5 números) da bacana revistinha de charges de boteco, distribuída em bares do Rio e de São Paulo.