6 de maio de 2008

Europa, depois da meia-noite



Uma série de reportagens na seção Viagem do New York Times (veja aqui) traz um panorama de como é a noitada depois da meia-noite em dez cidades da Europa: Atenas, Barcelona, Berlim, Copenhagem, Lisboa, Londres, Moscou, Paris, Praga e Veneza. O Uol traduziu os textos e organizou uma galeria das imagens reunidas disponibilizadas no NYT.

Sobram curiosidades neste breve panorama da boemia européia. O bar acima, por exemplo, é o nonagenário Bo-bi Bar, em Copenhagem, na Dinamarca. No cardápio, apenas três itens para comer, um deles o prosaico ovo cozido. "São um ótimo alimento quando você está bêbado", ensina o barman Nanna Sarauw. "Eles botam as pessoas em pé." É só testar.

2 de maio de 2008

Rambla paulistana



Tá bom, tá bom, é exagero. Mas está em discussão na Comissão de Proteção à Paisagem Urbana (CPPU), da Prefeitura de São Paulo, um projeto para tornar mais agradável a boemia da Vila Madalena, tendo como eixo as ruas Aspicuelta e Wisard. Nestas duas vias e em suas paralelas estão alguns dos botecos mais bacanas do bairro, como o Salve Jorge (foto)de suas mesas na calçada), o São Cristovão, o Empanadas, o Filial...

Quem está por trás da proposta é a cervejaria Ambev, que promete investir R$ 3,5 milhões em troca, claro, de expor suas marcas em totens espalhados pela balada. A idéia é alargar as calçadas, aterrar os fios, instalar os totens com mapas da região, bancos de madeira e proteção das árvores, entre outras melhorias. Podia também incluir uma proibiação das dezenas de manobristas que atrapalham o trânsito e um bolsão de estacionamento para todos estacionarem seus carros com segurança e ser intimidados por flanelinhas. Alguma outra sugestão?

25 de abril de 2008

Bar é cultura, sim senhor



Este belo livro é para acabar de vez com qualquer dúvida sobre a força cultural dos botecos. Escrito pelo Nirlando Beirão, Original - Histórias de um bar comum traz informações preciosas sobre o universo da boemia. O texto requintado, fácil de ler, combina com a edição caprichada da DBA.

O ótimo bar paulistano, dono de um chope nota 10, é apenas uma boa desculpa para contar histórias divertidas a respeito de bares famosos - do Elídio, na Mooca, ao Harry's, em Veneza. No último capítulo, de dar àgua na boca, receitas de comidinhas servidas no Original. Tem o buraco quente, o delícias de milanesa, o escondidinho de carne-seca...

Mais informações sobre a publicação estão disponíveis no http://www.paginasdaboemia.com.br/

23 de abril de 2008

Bares gráficos

Três exemplos de belos posterês de casas noturnas do início século XX. Boa idéia para algum boteco mais chique resgatar para vender seu peixe.







15 de abril de 2008

Estômago saciado



Quem gosta de coisinhas gostosas para comer tem de assistir o filme Estômago, que estreou na semana passada. O protagonista é um paraibano com mão boa para cozinha. Seu talento transformou a coxinha de um boteco no centrão de São Paulo, rendeu o convite para trabalhar em um restaurante italiano e proporcionou um monte de privilégios na cadeia. Veja dois trailers da fita.



14 de abril de 2008

Não se perca nas bebedeiras - nem nas desculpas



A cada volta, eu tenho de pedir desculpas aos leitores. Volto a atualizar o blog após um verão e alguns dias de ausência. A intenção, como sempre, é manter o empenho, pelo menos a cada dois ou três dias sempre com novidades etílicas e dos bares da vida.

Recomeço com um link que pesquei na web com uma loooooooooooooooooooonga relação de plaquinhas de banheiros em restaurantes e botecos de diversos lugares do mundo. É um manual para ninguém entrar sem querer no banheiro do sexo oposto -- só querendo!! :-) Vai lá: http://toiletsigns.blogspot.com/

10 de dezembro de 2007

Nada de espetinhos, por favor



O Dita Cabrita é um daqueles lugares ótimos para ir numa noite quente. A maior parte de suas mesas fica em um espaço ao ar livre, decorado com árvores frutíferas, plantes e flores. O bar está localizado na Pompéia (Rua Barão do Bananal, 961), em São Paulo.

De quebra, tem coisinhas gostosas para comer. É a própria dona do lugar, a Benedita Mazzari Pereira de Souza, a Dita Cabrita, quem criou os bolinhos que levam o nome do bar: crocantes e sequinhos por fora, massa cremosa à base de polenta e recheio de carne de cabrito por dentro. Tem ainda bobó de camarão, casquinha de siri e uma porção de miniacarajés.

São todos tão gostosos que não dá para entender quem prefere os malditos espetinhos, que parecem se espalhar por São Paulo como praga, alcançando até os locais mais charmosos.

7 de dezembro de 2007

Cerva-mate

Embora tenha fechado seus megabares em São Paulo e Rio há bastante tempo, a microcervejaria Dado Bier continua sucesso absoluto no Sul. Seu maior negócio atualmente é produzir cerveja premium, que tem distribuição nacional.

O novo lançamento da marca certamente entra em qualquer lista das bebidas mais inusitadas do Brasil. De baixa fermentação, altor teor alcoólico (7%), a Dado Bier Ilex tem entre seus ingredientes a erva-mate típica dos gaúchos.

A novidade tem tudo para unir os torcedores de Grêmio e Internacional. O argumento do material distríbuido para a imprena dá o tom do marketing da marca: "Assim como a cerveja, o chimarrão se bebe em parceria, em uma roda de amigos".

A bebida chegará ao mercado nacional em garrafas de lon neck. Quer presentear um amigo? Compre o kit acompanhado de um copo definitivamente único, em forma de cuia e com uma base feita de couro.

1 de dezembro de 2007

No tempo da boemia

O cantor Nélson Gonçalves era o principal porta-voz de canções com referência à noite entre os anos 40 e 60 do século XX. Apesar do tom dramática, o bolero "Hoje quem paga sou eu" mostra o bar como ponto de encontro de gente que sofreu por amor.

A letra (sensacional) é de um dos grandes repórteres da revista O Cruzeiro, David Nasser, com música de Herivelto Martins. Leia a poesia abaixo e ouça a interpretação do boêmio, no Rádio UOL

Antigamente, nos meus tempos de ventura,
Quando eu voltava do trabalho para o lar,
Deste bar alguém gritava com ironia
"Entre, mano, o fulano vai pagar".
Havia sempre alguém pagando um trago,
Pelo simples direito de falar.
Havia sempre uma tragédia entre dois copos,
Nas gargalhadas de um infeliz a soluçar.
Eu sabia que era um estranho neste meio
Um estrangeiro na fronteira deste bar,
Mas bebia, outro pagava, e eu partia
Para o mundo abençoado do meu lar.

Hoje, faço deste bar a sucursal
do meu lar que atualmente não existe.
Tenho minha história pra contar,
Uma história que é igual, amarga e triste.
Sou apenas uma sombra que mergulha,
Num oceano de bebida, o seu passado.
Faço parte dessa estranha confraria
Do conhaque, do vermute e do traçado.
Mas se passa pela rua algum amigo,
Em cuja porta a desgraça não bateu,
Grito que entre, e neste bar beba comigo,
Hoje quem paga sou eu.