11 de julho de 2013

Igreja dedicada a Baco

Crédito: Andrea di Martin


Uma reportagem de Adriana Marmo para a revista Veja Luxo revelou uma sacada genial do fotógrafo italiano Andrea di Martino: fotografar igrejas dessacralizadas transformadas em estabelecimentos comerciais. 

O objetivo do retratista é transformar a série batizada de The Mass Is Ended (A Missa Acabou) em livro em 2014.

Uma delas virou um lugar dedicado a Baco, o deus romano do vinho e das festas.  Erguida em 1833 pelos habitantes da localidade de Barbaresco, a Igreja de São Donato abriga desde 1986 a sede da Enoteca Regional do Barbaresco, que divulga os rótulos com o selo de dominação de origem controlado do vinho produzido em uma região do Piemonte.  

A nave principal da ex-igreja (foto acima) é decorado com placas informativas e é dedicada a cursos de vinho. O lugar também mantém um espaço para exposição sobre o tema e uma cantinho só para degustações.

Will Rafuse, o canadense com espírito botequeiro

A imagem que ilustra o cabeçalho do blog é um recorte da obra ‘Jack’, do artista canadense Will Rafuse. Quase sempre em óleo sobre tela, ele registra como poucos personagens do cotidiano botequeiro, como garçons, barmen e chefs de cozinha. Mais: faz as pinturas com o olhar de quem entende do traçado (ou do uísque, do bourbon, do martini...)

Outro foco de seu trabalho são fachadas e luminosos de cafés, bares e restaurantes. O efeito é incrível, parece foto.

Suas produções estão espalhadas por galerias nos Estados Unidos e no Canadá.

Abaixo separei algumas imagens de seu colorido acervo, com pelo menos seis dezenas de desenhos vendidos como pôsteres em lojas on-line. A primeira delas é a escolhida para estrear a área da parte superior do blog.

Quem quiser conhecer mais de seu trabalho entre no blog http://www.willrafuse.com/file/index.html.html






10 de julho de 2013

Os garotos-propagandas globais da Budweiser

A cervejaria Budweiser apresentou nesta semana os dois primeiros clipes de sua nova campanha global de marketing, denominada Made for Music.

Eles são estrelados pela cantora Rihanna (a surpresa também revelada nesta quarta pelos publicitários) e pelo rapper Jay-Z. O outro garoto-propaganda da marca é o cantor-ator Justin Timberlake. O filme com a baladeira Rihanna apresenta seu novo single, Right Now. O maridão de Beyoncé canta PSA.

Os vídeos serão exibidos em 85 países a partir da próxima semana, entre eles o Brasil.

A estratégia envolve um festival de música em 31 de agosto e 1º de setembro na Filadélfia, nos Estados Unidos, e o patrocínio da turnê internacional da mulata, o Diamonds World Tour – o giro, especula-se, estará no em novembro.

Confira os vídeos: 

Vinho com coca = chope com groselha

Sabe chope com groselha? Pois uma mistura tão explosiva como essa surgiu da imaginação dos produtores franceses da Haussmann Famille: um vinho com sabor cola.

Lançado durante a Expovinis, em Bordeaux, o Rouge Sucette é 75% feito de uvas e outros 25% água, açúcar e essência sabor Coca Cola. O teor alcoólico é de 9%

O diretor de marketing da empresa, Pauline Lacombe, capricha para explicar a novidade. “O resultado é surpreendente, o balanço entre o amargor do vinho e a doçura da Cola é perfeito”.

Para quem tiver coragem, o produto está à venda nos supermercados franceses por suaves três euros.

9 de julho de 2013

Mula engarrafada para beber em casa



O ótimo brewpub paulistano Cervejaria Nacional lançou no começo do mês sua primeira cerveja engarrafada.

Os mestres cervejeiros escolheram envasar em garrafas de 600 mililitros sua melhor variedade: a Mula IPA, uma encorpada India Pale Ale. A embalagem é a mesma utilizada pela Colorado, de Ribeirão Preto, e a Baden Baden, de Campos do Jordão.

O resultado manteve a qualidade do chope vendido no bar. Com teor alcoólico de 7,5%, de coloração avermelhada, a cerveja tem amargor pronunciado e um leve toque cítrico. O preço é justo (16 reais).

Quando for comprar algumas unidades para gelar em casa, não deixe de provar a receita sazonal que a Cervejaria Nacional preparou para o inverno 2013. A Saravá Imperial Stout é cremosa e tem sabor marcante proporcionado pelo malte torrado utilizado no preparo. É para os fortes: o teor alcoólico é de 9,8%.

Dois poeminhas de bêbados de Millôr Fernandes


Poesia Cinética I

Poesia Cinética IV

6 de julho de 2013

French 75, o drinque do nazista de 'Casablanca'


O champanhe é a bebida mais consumida no Rick’s Cafe, ponto de encontro no clássico Casablanca. Só que havia quem preferisse algo mais forte. Yvonne, atriz francesa ex-namorada do dono do bar, e seu amante nazista preferiam pedir para o barman Sascha o French 75. A combinação de gim e espumante é potente. Não por acaso o nome da bebida, surgida no final da década de 1910, é emprestado de um canhão da artilharia francesa na Primeira Guerra Mundial.

Modo de preparo
Ingredientes
- 35 ml de gim
- uma colher de café de açúcar
- 10 ml de suco de limão
- Espumante tipo Brut

Coloque o gim, o açúcar e o suco de limão em uma coqueteleira com cubos de gelo. Chacoalhe vigorosamente e despeje o conteúdo em uma taça tipo flute gelada. Complete com o espumante.

5 de julho de 2013

Campari com toque fascista



O aperitivo italiano Campari foi um dos pioneiros a investir em propaganda no mercado de bebidas – o primeiro anúncio no jornal Corriere della Sera é de 7 de janeiro de 1880.

Uma de suas estratégias do fim do século XIX até o mais da metade do século seguinte era contratar artistas para desenhar cartazes com objetivo de ganhar visibilidade nos pontos de venda.

Em 1932, a marca encomendou uma música para exaltar a bebida. Contratou o compositor Fernando Crivel, que começava a ficar conhecido por suas canções fascistas. Ele compôs L'ora del Campari
Em ritmo de marcha, a letra diz que o Campari fechou a alegria, quente e vermelha, dentro de uma garrafa.

E termina assim (clique aqui para ver a letra completa, a tradução e ouvir o som):
'Se d’affanni, vecchi malanni,
non si sente più novella,
se ciascun sorride lieto
e la vita trova bella,
se ragione misteriosa
a gioir ciascuno appella,
questa è l'ora senza pari,
questa è l’ora del Campari!'

A música foi recuperada recentemente para compor um anúncio do Camparisoda, uma espécie de Smirnoff Ice de Campari vendido na Itália.

4 de julho de 2013

O hambúrguer certo com a cerveja certa



Para começo de conversa, a hamburgueria Vapor Burger está instalada em um imóvel clássico para os primeiros anos da Vila Madalena como bairro boêmio. No 1464 da Fradique Coutinho funcionou por mais de uma década o clássico Estação Vila Bar.

Os donos remodelaram totalmente o espaço para abrigar a lanchonete – da comprida área externa onde ficavam mesas de madeira pesada, só resta a árvore localizada logo depois da escada da entrada, que foi preservada no modernoso projeto arquitetônico.

O barato aqui é comer hambúrguer com cerveja. Não é qualquer sanduíche: as carnes são preparadas no vapor. A técnica elimina parte da gordura sem alterar o sabor. “Não grelhamos, não fritamos e não usamos chapa”, alerta o cardápio. Os lanches são apetitosos.  O australiano tem rúcula, mix de queijos (com gorgonzola), cebola confitada e o hambúrguer de entrecôte.

O cardápio traz sugestões de cerveja para acompanhar. Esqueça as importadas (garrafas da Brooklyn Brewery, entre outras) e peça uma das variedades da ótima cervejaria catarinense Eisenbahn. São mais baratas e bem mais saborosas (a weizenbock, feita de trigo e não filtrada, é excelente nos dias frios).

Três poréns. 1) O mais grave é oferecer cerveja em inadequados potes de vidro (foto abaixo). Sim, sim, são charmosos, mas o melhor mesmo é servir em copo ou taça. 2) A acústica do salão é ruim, o que significa muito burburinho mesmo com poucas mesas ocupadas. 3) A lanchonete fecha cedo, perto da meia-noite, muito, mas muito esquisito para quem se acostumou a entrar madrugada adentro no Estação Vila Bar (uma fotinho aqui embaixo para matar a saudade).







Receita de uma sangria

As sangrias oferecidas em bares e restaurantes brasileiros raramente são boas - e normalmente são caras. Nem mesmo as vendidas em bares da moda, como a do carioca Venga! e a do paulistano Bottagallo – pelo menos para o meu paladar.

Para inspirar a todos, os de casa e os barmen, encontrei abaixo esse belo infográfico que ensina a preparar sangria, produzido pela revista novaiorquina Wine Enthusiast . Vale tentar.